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Convivendo de forma harmoniosa com a menopausa

4 de março de 2016
Rebellion of teenage blonde girl

Rebellion of teenage blonde girl

A influência dos hormônios no comportamento da mulher ocasiona flutuações durante as várias fases do seu ciclo vital. As alterações de humor, que ocorrem antes, durante ou depois da menstruação, podem ser entendidas como um efeito normal. Isso ocorre pelas alterações hormonais, intimamente relacionadas com o comportamento e o estresse que antecede esse período. Como toda fase de transição, o climatério é um período crítico marcado por instabilidade hormonal e emocional, capaz de ocasionar impacto negativo sobre a qualidade de vida da mulher. Ao entrar na menopausa, as alterações tendem a ser mais intensas, principalmente no início da fase, amenizando com o passar do tempo. Os sintomas variam de mulher para mulher, sendo os mais prevalentes a irritabilidade, as alterações de humor, a depressão.

Em relação às alterações emocionais da menopausa, não se pode atribuir exclusivamente aos hormônios a responsabilidade por tudo que ocorre. É importante considerar todo o cenário existencial da mulher, os aspectos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, entre outros. Como a expectativa de vida vem apresentando expressivo aumento, já se admite que as mulheres possam viver um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, portanto, de pós-menopausa. Assim sendo, a saúde e a qualidade de vida da mulher na menopausa, e depois desse período, passa a merecer especial atenção da medicina e da psicologia.

Muitas mulheres vivenciam essa fase de forma assintomática ou com sintomas pouco relevantes, entendendo-o como o preâmbulo de uma nova etapa do amadurecimento existencial, que lhes permitirá uma vida com maior confiança e segurança. Outras, porém, vivenciam o momento de forma negativa, apresentando vários sintomas e queixas emocionais, onde se destacam a irritabilidade, a ansiedade, a depressão e as disfunções sexuais (alterações do desejo, da excitação e do orgasmo). Dessa forma, fundamenta-se a ideia de que o climatério evolui de forma diferente para cada mulher, dependendo de suas características psicológicas e do contexto sociocultural onde se encontra. É um período de vulnerabilidade que pode exacerbar condições emocionais patológicas preexistentes, ou, por outro lado, ser vivido como momento de desenvolvimento e amadurecimento pessoal, abrindo perspectivas em direção ao futuro.

Por Tânia Rudnicki – Psicóloga, PhD em psicologia da saúde pelo ISPA (Instituto de Psicologia Aplicada, Lisboa) e Mestre e especialista em psicologia clínica

Fonte: Revista Integrativa_edição 09

 

 

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