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Depressão

24 de junho de 2016

Compreender e identificar sintomas é a melhor forma de prevenção. Estudos apontam para um dado preocupante em nossa sociedade atual. 20% da população desenvolverá depressão ao longo da vida e as mulheres são as mais acometidas pelo transtorno.

The beautiful girl with the disappointed look

Tristeza X Depressão

A tristeza é uma emoção normal na vida de todas as pessoas, assim como o medo, a alegria e a raiva. Ela surge como resposta a adversidades e, quando sentida, é possível seguir com a rotina e com os relacionamentos, bem como aproveitar os prazeres da vida. A depressão é a acentuação da tristeza que se une com outros sintomas, causando prejuízos em diferentes âmbitos da vida. O transtorno possui três níveis: leve, moderado e grave; e diferentes subtipos: pós-parto, sazonal, com sintomas psicóticos, entre outros.

 E agora?!

Dependendo do nível de depressão, diferentes tipos de tratamento são oferecidos.

  • Psicoterapia: auxilia o paciente a reestruturar questões que precipitaram o transtorno e a estimula-lo a criar novos hábitos e formas mais adaptativas de interpretar situações.
  • Tratamento Farmacológico (medicação): indispensável em casos graves.

Fique atento a um dado:

  • As mulheres são mais acometidas pela depressão, quando comparadas aos homens. Pesquisam tentam mapear quais são as principais causas para esta diferença e encontram, como fatores importantes, as alterações hormonais que mulheres passam devido aos períodos de menstruação e gravidez.

 Mas quais são as causas da depressão?

A depressão está associada a fatores biopsicossociais, que incluem o estresse e os desafios impostos pela vida diária, podendo ser consequência de causas médicas (como em casos de problemas na tireoide), nutricionais (falta de vitaminas), ainda pode haver influência de uso de medicamentos, álcool e outras drogas. Ou seja, a depressão é multifatorial, é o resultado de um somatório de influências de causas endógenas e exógenas.

 Causas mais comuns:

  • Causas psicossociais:

As influências psicossociais, que incluem estresse imposto pela vida diária, as estratégias para enfrentar as dificuldades e a forma em que as mulheres se veem enquadradas na sociedade, são tópicos da atual investigação em mulheres com depressão. Alguns fatores psicossociais parecem afetar igualmente homens e mulheres. Apesar de ainda não terem surgido respostas definidas, parece que alguns desses fatores psicossociais podem ajudar a explicar por que razão algumas mulheres têm maior predisposição ao desenvolvimento de depressão do que outras.

  • Causas médicas:

Doença tireoidiana, fatores nutricionais (como baixos níveis de vitamina B12, ou por anemia: ferro deficiente).

  • Causas medicamentosas, álcool e outras drogas:

Medicações podem ter a depressão como um efeito colateral.

Sobre álcool, alguns pesquisadores acreditam que o abuso de álcool pode favorecer a manifestação de depressão em indivíduos vulneráveis. Se excessivas quantidades de álcool forem ingeridas em combinação com outras drogas, pode ocorrer uma interação, piorando a depressão ou causando outros efeitos maléficos.

Devo me preocupar?

Marque os sintomas da lista abaixo que você considera que ocorrem com frequência e que lhe causem prejuízo:

(   ) Humor deprimido;

(   ) Perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas;

(   ) Mudança de peso e/ou de apetite;

(   ) Insônia ou hipersonia com frequência;

(   ) Agitação;

(   ) Fadiga;

(   ) Sentimentos de inutilidade ou de culpa;

(   ) Desconcentração ou indecisão;

(   ) Pensamentos de morte.

 

Se você marcou acima de 4 questões ou marcou a última questão, procure auxílio do serviço especializado para realização de uma avaliação mais apropriada.

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Segundo Lucchese (2008) no livro “Desembarcando a tristeza: compreenda a depressão e encontre a felicidade”, há outras manifestações de depressão bastante frequentes observadas na mulher, contudo, pouco faladas: a depressão pós-parto e a depressão pré-menopausa.

Elas estão, de alguma forma, relacionadas com flutuações nos níveis hormonais femininos. A produção de estrógeno parece estar envolvida nessas três condições.

A secreção hormonal da mulher é cíclica – regulando o mecanismo ovulatório e o ciclo menstrual. São essas flutuações que acabam gerando as alterações de estados de humor.

Se no período menstrual a flutuação hormonal favorece a alternância de humor, na menopausa a deficiência de estrógeno determina tendência depressiva mais constante. Todo este processo acaba desenvolvendo a falta da serotonina que é a substância responsável pela produção da sensação de prazer e bem-estar no nosso organismo.

Além disso, existem outras situações que podem estar correlacionadas com o aparecimento da depressão: o envelhecimento, a menor necessidade de cuidado dos filhos (síndrome do ninho vazio), revisão de relacionamento conjugal, etc.

Desta forma, associado aos sintomas da redução hormonal, como os fogachos, a irritabilidade, a insônia, a perda de memória, as modificações na pele, dos órgãos sexuais, das mamas, redução de libido… o resultado disso é uma maior tendência ao desenvolvimento da depressão.

Já a depressão pós-parto origina-se de uma série de fatores, como o estresse na gravidez e do parto, baixos níveis hormonais, depressão prévia, desajustes matrimoniais, etc. No entanto, a maneira como ela se instala no organismo ainda não é muito bem conhecida.

previna-se da depressão

Por Marcela Moraes e Tayse Conter de Moura

Equipe do Centro de Psico-Oncologia da CliniOnco

psicologia@clinionco.com.br

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Editorial Revista Integrativa_edição 13

11 de maio de 2016

mulher

“TODA MULHER PARECE UMA ÁRVORE. NAS CAMADAS MAIS PROFUNDAS DE SUA ALMA ELA ABRIGA RAÍZES VITAIS QUE PUXAM A ENERGIA DAS PROFUNDEZAS PARA CIMA, PARA NUTRIR SUAS FOLHAS, FLORES E FRUTOS.NINGUÉM COMPREENDE DE ONDE UMA MULHER RETIRA TANTA FORÇA, TANTA ESPERANÇA, TANTA VIDA. MESMO QUANDO SÃO CORTADAS, TOLHIDAS, RETALHADAS DE SUAS RAÍZES AINDA NASCEM BROTOS QUE VÃO TRAZER TUDO DE VOLTA À VIDA OUTRA VEZ. ELAS TÊM UM PACTO COM ESSA FONTE MISTERIOSA QUE É A NATUREZA”

CLARISSA PÍNKOLA ESTÉS 

“Parece-me que “recomeço” é o grande aprendizado das mulheres. As “podas”, ao longo da vida, têm se mostrado o efeito propulsor em suas vidas.  Sempre que lançamos um olhar para a história, vemos que o status quo de uma determinada situação feminina, só é assim porque, antes, houve muita luta, desbravamento de fronteiras, quebra de padrões e incorporações de novos paradigmas e, isso chancela a posição da mulher na sociedade atual.

Ainda que em desvantagem em algumas áreas, devido à tradicional hegemonia masculina, ela tem em suas mãos o poder da transformações e recomeços. Com determinação e ao mesmo tempo com suavidade e sutileza que lhe é característico, dotada de inteligência emocional, aos poucos vai transformando o mundo ao seu redor. Observamos que suas ações foram e são definitivas na condução do núcleo familiar, do trabalho e da vida social.  Os acontecimentos que motivaram a definição por uma data especial, o Dia Internacional da Mulher, comprovam a origem e essência desta mulher.  Esta data representada pela luta por melhores condições de vida e trabalho nas fábricas no século XIX e XX e direito ao voto culminou com vigorosos protestos, incêndio e trágico desfecho na vida de uma centena de trabalhadoras na indústria têxtil. Isto mostra o quão forte, qual uma árvore, são as mulheres e quão prodigiosos são seus frutos representados, hoje, pelas conquistas políticas, sociais e de expressão.

No entanto, é na área da saúde que se manifesta tanto o seu lado cuidador quanto a negligência consigo mesma. Assoberbada em dar conta de todos os papéis que lhe impuseram e daqueles que por livre escolha assumiu, sente as consequências. As doenças físicas e emocionais, em sua grande parte, decorrem da sobrecarga de trabalho e “falta” de tempo para dedicar-se ao autocuidado.

Com o intento de chamar a atenção para este universo, tão peculiar e digno de infinitas abordagens, definimos como tema da matéria principal desta edição, A Mulher. A coluna assinada por Flávia Maoli e o artigo da psicóloga Leticia Czepielewski falam da mulher com seus enfrentamentos diante de situações que abalam sua autoestima e dos papéis desempenhados na sociedade. Os temas como Endometriose, doença que afeta 15 milhões de mulheres, A Sexualidade que ganha destaque cada vez mais em nossas vidas e o Câncer com números impactantes de novos casos no mundo e em nosso país, complementam esta pauta.

A revista, com o compromisso de informar sobre assuntos relevantes em saúde com foco na oncologia, traz a participação dos especialistas nas seções de Prevenção, Diagnóstico, Tratamento, Gestão em Saúde e Terapias Complementares. Estas seções, enfocam temas como Câncer de Intestino, Genética e Câncer, o ABC do câncer (1ª matéria de uma série que seguirá nas próximas edições), Tratamento do Câncer em Debate e a Fisioterapia Aplicada ao Câncer de Mama, respectivamente.

A opção em dar novo sentido à vida, após o diagnóstico de câncer de mama, mobilizou a professora e economista, Patrícia Palermo, que em seu depoimento na seção Vidas Ressignificadas, afirma: “Eu faço questão de acordar bem cedo para contemplar e viver”.

Acredito ser este o compromisso de todas nós:

Dizer sim à vida,

… sim ao amor,

…sim ao cuidar-se,

…sim ao reinventar-se,

…sim ao comprometer-se,

…sim ao direito de se fortalecer,

…sim ao direito de colher os frutos,

…sim a arte de nascer todos os dias e brilhar,

…brilhar como o sol em sua plenitude”.

Por Sandra Rodrigues – Diretora Assistencial e Administrativa

REVISTA INTEGRATIVA – Edição quadrimestral – Nº 13 – ANO 04 – Abril 2016

www.clinionco.com.br/revistas

 

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Benefícios do Pilates para a Saúde da Mulher

30 de março de 2016

Pregnant lady doing pilates

No treinamento com Pilates não há limites de idade nem pressão por bom desempenho. Os exercícios são realizados respeitando a individualidade de cada aluno. O método Pilates faz bem para todos, não importa se esportista ou sedentário, jovem ou velho.

 “Respeite seu próprio ritmo”. (Joseph Pilates).

A saúde da mulher é amplamente beneficiada com os exercícios de Pilates vamos citar apenas alguns benefícios:

No tratamento e prevenção da osteoporose

Conforme as pessoas envelhecem, os ossos vão ser tornando mais porosos. Estes ossos são mais propensos a quebrar. O Pilates compreende exercícios de treinamento de força e que envolvem o trabalho contrarresistência, sendo eficazes na construção dos ossos.

No fortalecimento do assoalho pélvico

Os exercícios desta modalidade possuem grande potencial para ativar o assoalho pélvico e estimular seu treinamento e condicionamento. Fornece benefícios como melhora da circulação na região pélvica, aumento da capacidade de estirar e relaxar os músculos durante o parto, aceleração na recuperação e cicatrização, prevenção da incontinência urinária por esforço, maior apoio aos órgãos da pelve e aumento da estabilidade da musculatura postural.

No combate ao estresse

Os exercícios criados por Joseph Pilates ajudam muito a combater esse problema que é muito comum hoje em dia. Isso porque a modalidade obedece a um ritmo respiratório e que exige concentração. E por exigir concentração do praticante, com tempo é possível adquirir um poder maior de controle sobre o corpo e mente, o que ajuda a controlar situações de estresse, ansiedade e nervosismo.

“Um corpo livre de tensão nervosa e fadiga é o abrigo ideal fornecido pela natureza para abrigar uma mente bem equilibrada, totalmente capaz de atender com sucesso todos os complexos problemas da vida moderna’’. (Joseph Pilates)

 Na cólica menstrual

A própria dinâmica dos exercícios e o relaxamento ocasionado por eles, alivia os desconfortos e cólicas que muitas mulheres sofrem durante a época do ciclo menstrual.

 Na gravidez

O Pilates oferece uma forma de exercício seguro para mulheres grávidas, evitando as famosas dores nas costas e melhorando a postura. Com o crescimento do útero, o centro de gravidade do corpo da mulher se desloca para a frente e seu eixo de equilíbrio fica alterado forçando as costas e provocando dores.

Os exercícios durante a gravidez aliviam as dores e inchaços nas pernas e quando fortalecidas aguentam mais peso e liberam a sobrecarga da coluna. O trabalho da  respiração durante os exercícios auxilia no relaxamento do corpo entre uma contração e outra durante o trabalho de parto. É importante trabalhar os braços para cuidar do bebê posteriormente, ele vai crescendo ficando cada vez mais pesado exigindo mais esforço e força.

O bebê também agradece

O bebê também é beneficiado quando a mãe pratica Pilates: recebe endorfina, o hormônio do relaxamento através da placenta, o que contribui para o bem-estar dele; tem um crescimento adequado dentro do útero, já que a gestante controla melhor seu peso; sente a tranquilidade da mamãe, que deve estar mais disposta e com a autoestima lá em cima!

Corrigindo a postura

Melhora a postura, já que os exercícios visam ao alinhamento correto do corpo. A correção postural proposta pelo método envolve menos estresse nas articulações e menos desconforto para os músculos do praticante.

 Modelando o corpo

Os exercícios conseguem fortalecer pernas, braços, costas, abdômen e glúteos com um único tipo de movimento. Trabalha a força, a tonificação e o alongamento dos músculos de forma ampla e completa através de movimentos lentos e fluentes modelando todo o corpo.

Enfim, são muitos os benefícios do Pilates na saúde da mulher e é impossível listar todos, pois cada corpo responde de uma maneira diferente.

“Se aos 30 anos você está sem flexibilidade e fora de forma, você é um velho. Se aos 60 anos você é flexível e forte, você é um jovem”. (Joseph Pilates)

Por Neila Abreu

Fisioterapeuta, professora de Pilates e Diretora do Estudio Fisioforma

Crefito: 5659-F

Fonte: Revista Integrativa_edição 09

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Climatério natural ou induzido: como e quando ocorre

9 de março de 2016

lachende frau bildet rahmen mit den fingern

O período de transição entre a fase reprodutiva e não-reprodutiva da vida feminina é identificado como climatério e caracteriza-se pelo enfraquecimento da função regular dos ovários, que diminuem a produção de hormônios como o estrogênio e progesterona, encerrando o funcionamento, em média, por volta dos 50 anos de idade. Conforme a Organização Mundial da Saúde, este período pode estender-se entre os 40 e os 65 anos.

Os principais sintomas são as repentinas ondas de calor (que ocorrem em virtude de alterações vasomotoras e estão presentes em cerca de 60% a 75% das mulheres) e a falta de desejo sexual. Em geral, os sinais surgem um pouco antes da última menstruação e podem persistir por 2 ou 3 anos. Conforme explica o ginecologista da CliniOnco Geraldo Gomes da Silveira, há formas de amenizar os efeitos do climatério através de uma abordagem adequada para cada caso. “Em torno de 75% das mulheres têm sintomas importantes que podem necessitar de tratamento clínico, onde podemos focar um determinado sintoma específico ou recomendar a terapia hormonal, que terá um efeito mais amplo e deve ter sua prescrição individualizada”, esclarece.

Na avaliação do especialista, o estilo de vida pode ter influência importante em relação às alterações físicas e metabólicas do climatério. “Nessa fase, há tendência de perda de massa óssea e muscular, associada ao aumento da gordura e à diminuição na absorção do cálcio, assim como elevação do risco para doenças cardiovasculares”.

Como formas de prevenção, uma alimentação saudável e rica em proteínas, vitaminas e minerais, especialmente o cálcio, é fundamental. “A atividade física é a principal recomendação para o manejo sistêmico das alterações climatéricas. No entanto, uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade é obrigatória”, recomenda o ginecologista da CliniOnco.

Em pacientes que fazem tratamento contra o câncer, especialmente a quimioterapia, a fase do climatério pode ser antecipada em razão de alterações no organismo que são induzidas pela ação dos medicamentos, o chamado climatério induzido.

“A radioterapia e a quimioterapia têm como objetivo impedir o crescimento celular. Porém, esses tratamentos não atingem apenas as células malignas, mas as que estão sadias também. Por isso, dentre outros efeitos colaterais, podem levar a uma falência prematura dos ovários”, explica em artigo o médico ginecologista Joji Ueno, Doutorado pela Universidade de São Paulo.

Um estudo realizado em 2010 pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), apontou a prevalência de amenorreia (ausência de menstruação) e sintomas de climatério, com falência ovariana, em 84% das pacientes submetidas à quimioterapia em idade fértil. Por isso, a recomendação é sempre informar para as pacientes em tratamento quimioterápico sobre a possibilidade de preservação da fertilidade.

 

 

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Convivendo de forma harmoniosa com a menopausa

4 de março de 2016
Rebellion of teenage blonde girl

Rebellion of teenage blonde girl

A influência dos hormônios no comportamento da mulher ocasiona flutuações durante as várias fases do seu ciclo vital. As alterações de humor, que ocorrem antes, durante ou depois da menstruação, podem ser entendidas como um efeito normal. Isso ocorre pelas alterações hormonais, intimamente relacionadas com o comportamento e o estresse que antecede esse período. Como toda fase de transição, o climatério é um período crítico marcado por instabilidade hormonal e emocional, capaz de ocasionar impacto negativo sobre a qualidade de vida da mulher. Ao entrar na menopausa, as alterações tendem a ser mais intensas, principalmente no início da fase, amenizando com o passar do tempo. Os sintomas variam de mulher para mulher, sendo os mais prevalentes a irritabilidade, as alterações de humor, a depressão.

Em relação às alterações emocionais da menopausa, não se pode atribuir exclusivamente aos hormônios a responsabilidade por tudo que ocorre. É importante considerar todo o cenário existencial da mulher, os aspectos sociais, biológicos, o passado emocional e físico, as condições atuais, entre outros. Como a expectativa de vida vem apresentando expressivo aumento, já se admite que as mulheres possam viver um terço de suas vidas em estado de deficiência estrogênica, portanto, de pós-menopausa. Assim sendo, a saúde e a qualidade de vida da mulher na menopausa, e depois desse período, passa a merecer especial atenção da medicina e da psicologia.

Muitas mulheres vivenciam essa fase de forma assintomática ou com sintomas pouco relevantes, entendendo-o como o preâmbulo de uma nova etapa do amadurecimento existencial, que lhes permitirá uma vida com maior confiança e segurança. Outras, porém, vivenciam o momento de forma negativa, apresentando vários sintomas e queixas emocionais, onde se destacam a irritabilidade, a ansiedade, a depressão e as disfunções sexuais (alterações do desejo, da excitação e do orgasmo). Dessa forma, fundamenta-se a ideia de que o climatério evolui de forma diferente para cada mulher, dependendo de suas características psicológicas e do contexto sociocultural onde se encontra. É um período de vulnerabilidade que pode exacerbar condições emocionais patológicas preexistentes, ou, por outro lado, ser vivido como momento de desenvolvimento e amadurecimento pessoal, abrindo perspectivas em direção ao futuro.

Por Tânia Rudnicki – Psicóloga, PhD em psicologia da saúde pelo ISPA (Instituto de Psicologia Aplicada, Lisboa) e Mestre e especialista em psicologia clínica

Fonte: Revista Integrativa_edição 09

 

 

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Doenças associadas ao câncer exigem maior atenção durante o tratamento

26 de fevereiro de 2016

Preexistência de patologias é um dos pontos importantes a serem avaliados pela equipe multidisciplinar

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Tabagismo, diabetes e doenças cardiovasculares são problemas comuns que devem receber atenção especial durante o tratamento oncológico, pois influenciam no processo de recuperação e na qualidade de vida do paciente. Além disso, sobrepeso, sedentarismo e má alimentação são alguns fatores predisponentes em comum entre essas doenças e que podem ser prevenidos.

O tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e 45% das mortes por infarto do miocárdio na faixa abaixo de 65 anos. Já os diabéticos têm risco duas vezes maior de desenvolver câncer de fígado ou pâncreas, sendo que 70% dos pacientes com câncer pancreático também têm diabetes. A radioterapia e, em especial, alguns tipos de quimioterapia podem impactar nos níveis de açúcar no sangue, piorando o diabetes. Os glicocorticoides, prescritos para aliviar a náusea em pacientes com câncer, promovem a resistência à insulina, segundo a pesquisadora Lorraine L. Lipscombedo, do Hospital do Women’s College, em Toronto.

Além disso, a quimioterapia convencional atinge não só os tecidos tumorais, mas também as células saudáveis. Se o músculo cardíaco, o pericárdio, ou os vasos sanguíneos forem afetados, por exemplo, as complicações são diversas e podem levar até a morte.

Em geral, quando o paciente apresenta uma doença preexistente ao câncer, costuma considerar o diagnóstico da mais recente como prioridade no tratamento. No entanto, é preciso equilibrar os cuidados para que se tenha uma interação entre as duas ou mais áreas. Dessa forma, haverá benefícios do ponto de vista oncológico e menos impactos negativos no quadro de outras doenças associadas. Por isso, a avaliação e o acompanhamento periódico de uma equipe multidisciplinar é tão importante.

 

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Açúcar aumenta risco de câncer de mama e metástases

23 de fevereiro de 2016

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Quantidades elevadas de açúcar na dieta típica ocidental podem aumentar o risco de câncer de mama e metástases para os pulmões. Os resultados do estudo dos pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, publicados na edição de 1 de janeiro da revista Cancer Research, demonstraram o efeito do açúcar em uma via de sinalização enzimática conhecida como 12-LOX (12-lipoxigenase). Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que a ingestão de açúcar tem um impacto sobre o desenvolvimento do câncer de mama.

“Os pesquisadores descobriram que em camundongos, a ingestão de sacarose em níveis comparáveis aos de dietas ocidentais levou a um aumento do crescimento de tumores e metástases quando comparado a uma dieta de amido não-açúcar”, afirma o oncologista Antônio Carlos Buzaid, chefe-geral do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes (COAEM).

Isto se deve, em parte, ao aumento da expressão de 12-LOX e de um ácido graxo relacionado chamado 12-HETE”, explica Peiying Yang, uma das autoras do estudo, professora assistente de Cuidados Paliativos, Reabilitação e Medicina Integrativa.

Segundo Buzaid, identificar fatores de risco para câncer de mama é uma prioridade de saúde pública. “O consumo moderado de açúcar é fundamental”, acrescentou o especialista.

O consumo per capita de açúcar nos EUA subiu para mais de 100 libras (45 kilos) por ano e um aumento no consumo de bebidas adoçadas com açúcar tem sido identificado como uma contribuição significativa para uma epidemia de obesidade, doenças cardíacas e câncer em todo o mundo.

Métodos e resultados

O estudo investigou o impacto do açúcar na dieta sobre o desenvolvimento de tumores da glândula mamária em vários modelos de camundongos, juntamente com mecanismos que podem estar envolvidos. Segundo os pesquisadores, especificamente a frutose, no açúcar comum, e o xarope de milho de alta frutose, altamente presente no nosso sistema alimentar, foram responsáveis por facilitar a metástase pulmonar e a produção de 12-HETE em tumores de mama. Os dados sugerem ainda que o açúcar induz a sinalização 12-LOX para aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama e metástases.

A equipe de MD Anderson realizou quatro estudos diferentes em que os camundongos foram randomizados para alimentação em diferentes grupos de dieta. Aos seis meses de idade, 30% dos animais com uma dieta de controle de amido tinham tumores mensuráveis, ao passo que 50% a 58% daqueles em dieta enriquecida em sacarose tinham desenvolvido tumores mamários. O estudo também mostrou que o número de metástases pulmonares foi significativamente maior nos animais em uma dieta rica em sacarose ou frutose, em comparação com os animais com uma dieta de controle de amido.

Pesquisas anteriores examinaram o papel do açúcar, especialmente a glicose, e sua relação com vias metabólicas baseadas em energia no desenvolvimento do câncer. No entanto, a cascata inflamatória pode ser uma rota alternativa para estudar a carcinogênese impulsionada pelo açúcar, e segundo os pesquisadores, merece um estudo mais aprofundado.

“Não há estudos anteriores investigando o efeito direto do consumo de açúcar no desenvolvimento do câncer de mama utilizando modelos animais de câncer de mama ou examinando mecanismos específicos. Este estudo sugere que a sacarose ou frutose na dieta induz a produção de 12-LOX e 12-HETE em células tumorais de mama in vivo, e indica uma possível via de sinalização responsável pelo crescimento do tumor promovida pelo açúcar”, acrescentaram.

A equipe acredita que o mecanismo pelo qual a sacarose ou frutose na dieta afeta o crescimento do tumor de mama e metástases, especialmente através das vias 12-LOX, merece uma investigação mais aprofundada.

Fonte: Instituto Vencer o Câncer

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