Archive for the ‘CliniOnco’ Category

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TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL

14 de junho de 2019

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O sistema nervoso no ser humano se divide em três partes: o encéfalo, a medula espinal e os nervos periféricos. Os tumores do sistema nervoso compreendem as neoplasias que podem se localizar numa destas três partes. Esse órgão possui uma estrutura bastante protegida por barreiras físicas e biológicas, em que se encontram diferentes tipos de células, entre elas os bilhões de neurônios e as células que funcionam como “guardiões” do sistema nervoso central, os astrócitos e ainda os oligodendrócitos, dentre outras, células ependimarias.

TUMORES PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS

Os tumores primários do sistema

nervoso surgem das linhagens celulares do sistema nervoso central. Os tumores secundários a esse sistema, compreendem as lesões provenientes de outras localizações, que são as metástases, que ingressam principalmente por via hematogênica.

 

CRESCIMENTO DOS TUMORES

Quando os tumores localizados no interior da cavidade craniana (onde se encontram o cérebro, o tronco cerebral, o cerebelo e as membranas que cobrem estas estruturas, as meninges) crescem, eles podem causar aumento da pressão dentro do crânio, o que chamamos de hipertensão endocraniana. Esse aumento de pressão se dá devido ao crescimento tumoral, inchaço (edema) e obstrução das vias de circulação do liquor, o liquido céfalo-raquidiano. Como o crânio é um estojo ósseo inextensível, aumentos no volume intracraniano são sentidos pelo paciente, com sintomas do tipo: dor de cabeça, náuseas e vômitos em jato, visão turva, problemas de equilíbrio, alterações de personalidade, distúrbios da audição, convulsões e sonolência.

 

LOCALIZAÇÃO DOS TUMORES E OS SINTOMAS

Sintomas específicos,            conforme a localização destas lesões, também podem ser notados pelos pacientes ou seus familiares. Assim, tumores que se localizam nas áreas que controlam os movimentos ou sensações, podem causar fraqueza ou dormência em um lado do corpo, geralmente no lado oposto ao que se localiza a lesão no encéfalo. Aqueles tumores próximos às áreas de linguagem, podem dificultar a compreensão do que é falado ou mesmo dificultar a produção de palavras. As lesões localizadas na área designa- da gânglios da base, podem acarretar distúrbios do movimento e problemas do equilíbrio corporal. Mais ainda, os tumores na parte frontal do cérebro podem acarretar distúrbios de personalidade, na linguagem e na forma de pensar. Se o tumor se localizar no cerebelo, o órgão que modula a coordenação, a pessoa pode ter problemas para se locomover, além de afetar outras funções do cotidiano. Tumores na parte posterior do cérebro ou em torno da glândula pituitária, ou nervo ótico, podem causar problemas de visão. Se próximos a outros nervos cranianos, eles podem levar à perda de audição, problemas de equilíbrio, fraqueza de alguns músculos faciais ou dificuldade para engolir. Tumores localizados na glândula pituitária (hipófise) podem causar distúrbios visuais, além de alterações hormonais. Os localizados na medula espinhal podem causar torpor, fraqueza ou falta de coordenação nos braços ou pernas, geralmente em ambos os lados do corpo, bem como perda de controle da bexiga ou do intestino.

EXAMES DIAGNÓSTICOS

A presença de alguns destes sinto- mas indica a necessidade de o paciente consultar um médico para identificar as possíveis causas dos mesmos. Não necessariamente estes sintomas correspondem a uma neoplasia. A investigação é feita com exames de imagem e, de um modo geral, a Ressonância Magnética é o melhor método de imagem para identificar estas lesões.

 

TRATAMENTO E PROGNÓSTICO

O tratamento envolve cirurgia, em muitos dos casos, inclusive com possibilidade de resolução completa nesta modalidade de terapêutica. Ou podem envolver o tratamento com quimioterapia e radioterapia adjuvante.

Nos últimos anos, a quimioterapia tem evoluindo bastante com novas drogas, mas de um modo geral, cada vez mais a imunoterapia vem ganhando seu espaço no tratamento oncológico e também, em breve, na terapia para tumores do sistema nervoso central.

Igualmente, a radioterapia evoluiu, passando de uma radioterapia convencional, a uma radioterapia conformacional, onde a evolução tecnológica dos aparelhos permitiu que a dose de irradiação pudesse ser depositada preferentemente na lesão neoplásica.

De um modo geral, o resultado do tratamento de tumores do sistema nervoso é estimado em taxa de sobrevida em cinco anos. As taxas de sobrevida são estimativas e seu prognóstico pode variar baseado em vários fatores específicos, como o momento da descoberta da doença, a idade do paciente e seu estado geral de saúde, dentre outros fatores. Os índices de sobrevida estão baseados em resultados de um grande número de pacientes que tiveram a doença, não sendo possível prever o que vai acontecer com cada paciente. Mas, como em qualquer doença que se apresenta, quando diagnosticada em seus estados iniciais, o tratamento tem mais chance de ser bem-sucedido.

Melhorias recentes nas técnicas terapêuticas, podem resultar em um prognóstico mais favorável para os pacientes que estão sendo atualmente diagnosticados e tratados para tumores cerebrais ou na medula espinhal.

Dr. Carlos Brusius CRM 16.900

Neurocirurgião do Centro de Neuro-Oncologia da CliniOnco

Fonte: Revista Integrativa

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EDITORIAL|Revista Integrativa_Edição 21

30 de maio de 2019

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“MENS SANA IN CORPORE SANO”*

Frequentemente ouvimos comentários do tipo “Nossa, ele está com 90 anos e mantém-se lúcido” ou “Ela faleceu, mas estava com uma saúde mental invejável”. Sim, envelhecer com lucidez e com as capacidades cerebrais preservadas sempre foi uma das metas almejadas pelos seres humanos.

A saúde da mente pauta as mais diversas publicações científicas, é o assunto de conversas entre amigos, é a preocupação das mães quando gestam seus filhos e continua sendo enquanto eles se desenvolvem, é a conversa entre vizinhos, mas principalmente, é o tema de muitas pesquisas no meio acadêmico.

Como sabemos, a expectativa de vida das pessoas vem aumentando com o passar dos anos. Isso deve-se, entre outros fatores, aos avanços científicos na área da medicina, às melhores condições de vida da população e às políticas públicas de saúde. Portanto, viver mais é fato, envelhecer e manter o corpo e a mente saudáveis, tornaram-se os grandes desafios nos dias de hoje.

Para contemplar o instigante tema da “Saúde do Cérebro”, a 21ª edição da Integrativa debruçou-se sobre pesquisas e entrevistas, a fim de oferecer aos leitores informações que contribuam para um melhor entendimento das funções cerebrais e as implicações de alguns tratamentos usados nas disfunções e patologias que envolvem o cérebro. Além disso, também nos esmeramos em apresentar dicas valiosas sobre alimentação, atividade física, lazer e técnicas para preservar e promover a saúde da mente.

Tivemos a grande satisfação de contar com as contribuições de importantes pesquisadores, professores e profissionais da área da saúde para produzirmos as matérias de capa desta edição da revista.

Fiéis aos propósitos que essa publicação da CliniOnco tem para com seu público — oferecer informações sobre saúde em geral e o câncer em especial —, apresentamos nas demais páginas artigos que contemplam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer como forma de reduzir os índices de mortalidade no Brasil; os cuidados relacionados às doenças renais; os novos testes moleculares que despontam como incremento importante no prognóstico do câncer; o tromboembolismo, uma complicação vascular que afeta um número significativo de pacientes; a atenção farmacêutica no uso de antineoplásicos por via oral e uma revisão sobre os Direitos do Paciente.

A coluna da Flávia Maoli e o depoimento da paciente Juliana Rocha, ambas com um personagem em comum em suas vidas — o câncer —, ilustram o quão importante é a ressignificação das experiências vivenciadas e o quanto, a partir destas vivências, elas podem ser agentes transformadores nos meios em que vivem.

A saúde plena reside no equilíbrio entre mente, corpo e espírito. Cuidar desta tríade nos habilita a vivermos de forma harmoniosa, completa, feliz e realizados. Mesmo sendo um desafio e tanto, considerando as adversidades impostas pela modernidade, a busca pelo equilíbrio deve ser o objetivo norteador do nosso modo de viver.

Boa leitura!

 (*) “Uma mente sã num corpo são”

Sandra Rodrigues

Diretora Assistencial e Administrativa

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CLINIONCO ADQUIRE SISTEMA PAXMAN PARA PREVENÇÃO DE QUEDA DO CABELO DOS PACIENTES EM QUIMIOTERAPIA

20 de março de 2018

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Entre os efeitos de algumas quimioterapias, a queda de cabelo (alopecia), é um fator impactante na qualidade de vida e bem-estar dos pacientes, principalmente mulheres.

O tratamento que auxilia a diminuir ou até evitar a queda brusca de cabelos durante o tratamento do câncer é o resfriamento do couro cabeludo, e a partir do mês de março a CliniOnco traz aos seus pacientes o moderno Sistema Paxman de Resfriamento. Saiba mais sobre esta técnica em nosso post abaixo:

 

O que é resfriamento do couro cabeludo?

Resfriamento do couro cabeludo é um tratamento simples que pode prevenir aqueda do cabelo causada por certos medicamentos quimioterápicos. O uso do resfriamento do couro cabeludo ou “toucas geladas” provou se um meio eficaz de combater a alopecia induzida pela quimioterapia e pode resultar em grande retenção ou a preservação completa dos cabelos. Para pacientes, isso significa a oportunidade de recuperar algum controle, mantendo sua privacidade e incentivar atitude positiva perante o tratamento.

Por que a quimioterapia causa queda de cabelo?

A quimioterapia tem como alvo todas as células de divisão rápida no corpo. O cabelo é a segunda mais rápida em divisão celular no organismo e essa é a razão por que muitas drogas quimioterápicas causam queda de cabelo. Os folículos capilares na fase de crescimento são atacados, resultando na queda de cabelo aproximadamente duas semanas após o início da quimioterapia.

Como o resfriamento do couro cabeludo funciona?

O dano causado pela quimioterapia ao folículo capilar pode ser diminuído pelo resfriamento do couro cabeludo. Funciona ao reduzir a temperatura do couro cabeludo em alguns graus imediatamente antes, durante e após a administração da quimioterapia. Isto, por sua vez, reduz o fluxo sanguíneo nos folículos capilares, o que pode prevenir ou minimizar a queda do cabelo. O Sistema Paxman de Resfriamento do Couro Cabeludo é uma opção confortável e tolerável em relação aos outros métodos de resfriamento do couro cabeludo devido à excelente tecnologia de extração de calor. Muitos medicamentos quimioterápicos, incluindo taxanos e antraciclinas, utilizados para tratar o câncer causarão queda de cabelo. Por favor, verifique com seu médico.

Quanto tempo leva?

30 minutos de resfriamento préinfusão, durante a infusão e até 90 minutos após a infusão da droga. Para maiores detalhes visite paxmanscalpcooling.com ou eptca.com/paxmanorbis

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CLINIONCO INAUGURA O CENTRO DE GINECOLOGIA ONCOLÓGICA COM CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA E ONCOFERTILIDADE E REALIZA O I CONFERÊNCIA PROFESSOR GUSTAVO PY GOMES DA SILVEIRA, EM EVENTO OCORRIDO NO DIA 20 DE NOVEMBRO.

23 de novembro de 2017

O encontro foi aberto pelo Dr. Jeferson Vinholes, diretor técnico da CliniOnco, que apresentou o novo Centro e abordou sua importância para o atual momento que estamos vivendo na área da saúde.
Os médicos Dr. Geraldo Gastal Gomes da Silveira e Dra. Suzana Pessini, ginecologistas e coordenadores do Centro falaram da trajetória da cirurgia laparoscopia e minimamente invasiva em mulheres com câncer ginecológico.
Dr. Ricardo Reis, ginecologista oncológico do Hospital de Câncer de Barretos, palestrou sobre as experiências positivas com a cirurgia minimamente invasiva visando também a possibilidade de gestação para as mulheres que após o tratamento cirúrgico desejam engravidar. Além disso, salientou que esta técnica é uma nova tendência pois já é praticada nos maiores centros de saúde do mundo.
Todos destacaram e homenagearam o Doutor e Professor Gustavo Py Gomes da Silveira.
Após o evento, foi oferecido um coquetel a todos os convidados.

 

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Segurança do Paciente e Gerenciamento de Risco

1 de novembro de 2017

O tratamento do câncer vem evoluindo muito nas últimas décadas. A pesquisa de novas drogas com menor potencial de reações adversas e risco de reações infusionais é o grande advento nestes últimos anos. Mesmo assim, a infusão de antineoplásicos exige a máxima segurança e a atenção de uma equipe multiprofissional adequadamente preparada. Isto fará toda a diferença no decorrer do tratamento.

A equipe lança mão de todos os recursos para tornar o tratamento o mais seguro possível. O Grupo de Gerenciamento de Risco que faz parte do Núcleo de Segurança do Paciente da CliniOnco trabalha no sentido de prevenir os riscos e minimizar as reações adversas ao paciente em tratamento do câncer.

Uma das atividades realizadas é o monitoramento do Risco de Reações Infusionais (RRI). Estas reações poderão ocorrer aos o paciente ao receberem a infusão de determinados tipos e classes de medicamentos ou quando são politratados, ou seja, que já se submeteram a outras quimioterapias anteriores e também aqueles que já apresentam hipersenssibilidades ou alergias diversas.

A partir dos dados levantados neste monitoramento, a equipe multidisciplinar da CliniOnco, elaborou um trabalho que foi selecionado para ser apresentado no XX Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica – SBOC, que ocorreu nos dias 25 a 28 de outubro de 2017, no Rio de Janeiro. O resultado apresentado foi a constatação de que 93,81% das possíveis Reações Infusionais (RI) foram prevenidas em função das ações adotadas pela equipe.

 

Veja o pôster apresentado no Congresso:

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CliniOnco conquista selo do Programa Brasileiro de Segurança do Paciente

15 de agosto de 2017

O Programa Brasileiro de Segurança do Paciente (PBSP), iniciativa do IQG – Instituto Qualisa de Gestão (Health Services Accreditation), junto com organizações mundiais, Institute of Healthcare Improvement (IHI), Canadian Safety Patient Institute – CPSI, Patient Safety Crosswalk, Accreditation Canadá, propõe mudanças fundamentais na cultura das organizações de saúdes através de uma abordagem que combina componentes de movimentos sociais e os aspectos de melhoria dos serviços, para que o tema Segurança do Paciente esteja em constante desenvolvimento nestas instituições e na sociedade.

Atualmente o programa conta com a participação de uma comunidade de 180 participantes, instituições empenhadas em melhorar os cuidados de saúde.
A CliniOnco faz parte deste grupo e em agosto de 2017 recebeu o “selo PBSP”, formalizando desta maneira, esta parceria.

O programa foi reconhecido pela ANS (Agência Nacional de Saúde) e o IQG definida como “Entidade Gestora”.

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A importância dos cuidados com a pele desde a infância

20 de fevereiro de 2017
Sabrina Dequi Sanvido
CRM 31.647 | RQE 26.423
Médica Dermatologista do Centro de Pele e Melanoma da CliniOnco.
Residência médica em Medicina interna pela UFCSPA.
Residência médica em Dermatologia pela UFCSPA.
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Atua em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica
bita@hotmail.com

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O Brasil é um país de grande faixa territorial que fica em sua maior parte entre o trópico de Capricórnio e a linha do Equador. Por sua localização geográfica, o sol incide quase a 90 graus em relação ao horizonte nos meses do verão, o que faz com que o nosso país tenha um dos maiores índices de insolação.

Os fótons de luz solar que atingem a Terra são compostos por luz infravermelha (56%), luz visível (39%) e raios ultravioletas (5%). Estes são responsáveis tanto por benefícios quanto por malefícios à pele. Os raios UVA e UVB atingem a superfície terrestre, e os raios UVC são absorvidos pela camada de ozônio. A radiação UVB tem seu pico por volta do meio dia e é maior nos meses de verão. A radiação UVA tende a ser a mesma durante todos os dias do ano.

A radiação é responsável por efeitos agudos: queimaduras, vermelhidão, bronzeamento, aumento de temperatura e produção de vitamina D. E também efeitos crônicos: espessamento da pele, manchas, sardas, câncer de pele e envelhecimento cutâneo.

Algumas doenças de pele podem piorar quando expostas à luz como, por exemplo, o lúpus e a porfiria. Porém algumas podem melhorar como o vitiligo e a psoríase.

Algumas medicações tanto de uso oral como tópico podem deixar a pele mais sensível a queimaduras solares.

A luz visível e a radiação infravermelha ainda estão sendo estudadas quanto aos efeitos na pele.

Hábitos de fotoproteção adquiridos na infância e adolescência podem modificar comportamentos e também afetar as atitudes dos pais.

A exposição solar, no início da vida, pode ter impacto crucial no surgimento do câncer de pele.

As medidas fotoprotetoras do público infantil são distintas das dos adultos. Fique atento a alguns cuidados importantes:

Lactentes menores de 6 meses não devem se expor ao sol diretamente, quando necessário, dar preferência a roupas e chapéus. Em casos especiais falar com seu dermatologista sobre o assunto;

Crianças acima de 6 meses não devem se expor diretamente ao sol entre as 10h e 15h;

Regra da sombra – se a sombra do seu corpo no chão for menor do que sua altura, a criança não deve se expor;

Usar chapéus e roupas protetoras em todas as idades;

Sempre dar preferência para os filtros infantis, com FPS maior ou igual a 30 e que tenha abrangência UVB e UVA. Até os 2 anos preferir os filtros físicos/inorgânicos;

Aplicar o filtro 15-30 minutos antes da exposição e reaplicar a cada 2 horas ou após imersão em água;

Aplicar 2 camadas consecutivas com a menor quantidade de roupa possível;

Crianças com riscos e/ou deficiência de vitamina D não devem ser incentivados à exposição solar e sim reposição via oral;

Após a exposição solar, as crianças podem usar cremes hidratantes conforme a indicação da idade exposta na embalagem;

Devem tomar bastante líquido para evitar desidratação.

Além dos cuidados com o sol, nesta época do ano, devemos proteger as crianças dos mosquitos, estes causam erupções na pele, feridas, manchas, coceira e transmissão de doenças.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda a utilização de repelentes em crianças de acordo com a fórmula do produto, que podem ser sintéticos ou naturais. Ao escolher o produto indicado para as crianças, é importante consultar um médico dermatologista.

Os princípios ativos dos repelentes recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) são:

– Icaridina (KB3023): uso permitido no Brasil em crianças a partir de 2 anos de idade em concentração de 25%, cujo período de proteção chega a 8 a 10 horas.

– DEET: em concentração de até 10% pode ser utilizado em maiores de 2 anos, sendo que não deve ser aplicado mais que 3 vezes ao dia em crianças de 2 a 12 anos;

– IR 3535 30%: permitido pela Anvisa para crianças acima de 6 meses. Seu período de proteção conferido é de 4h.

Existem ainda os repelentes naturais, porém seu efeito costuma ser de curta duração, não garantem proteção adequada ao Aedes aegypti, devendo ser evitados.

Bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. É recomendado instalar telas nas janelas e portas e deixar o ambiente refrigerado já que os mosquitos gostam de calor e umidade.

Em geral, o uso de repelentes deve ser evitado nas crianças menores de 2 anos. Dos 6 meses aos 2 anos devem ser utilizados, apenas em situações especiais, com orientação e acompanhamento médico.

DICAS AO APLICAR OS REPELENTES:

–  Procure vestir roupas brancas nas crianças, pois roupas coloridas atraem os insetos, assim como perfumes;

– Não se deve utilizar produtos combinados com filtros solares, pois eles costumam ser reaplicados com uma frequência maior e os repelentes não devem ser aplicados mais do que três vezes ao dia em crianças;

– Utilizar primeiro o filtro solar e em média 15-30 minutos depois usar o repelente;

– O suor atrai os insetos;

– Não durma com repelente no corpo, lave-se antes.

– Leia todo o rótulo antes de aplicar o produto e conserve-o para consulta;

– Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita sua auto aplicação;

– Evite o uso próximo a mucosas (boca, nariz, olhos, genitais) ou em pele irritada ou ferida. Para uso na face, primeiro aplique o produto nas mãos e então espalhe no rosto com cuidado;

– Evite aplicação nas mãos das crianças e por baixo das roupas. Sempre lave as mãos após aplicar o produto;

– Use quantidade suficiente para recobrir a pele exposta e evite reaplicações frequentes;

– Se suspeitar de qualquer reação adversa ou intoxicação, lave a área exposta e entre em contato com o serviço de intoxicação. Se necessário, procure serviço médico e leve consigo a embalagem do repelente.

Deve-se procurar produtos aprovados pelo Ministério da Saúde e/ou Anvisa, pois garantem que o produto seja eficaz e seguro.

Um ótimo verão a todos!