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VACINAS E PREVENÇÃO DO CÂNCER

8 de junho de 2018

Flu.A história das vacinas se iniciou, ainda no século XVIII, com a descoberta da vacina da varíola e evoluiu muito desde então, se tornando uma das ferramentas mais importantes da medicina preventiva.

As vacinas são medicamentos que estimulam a habilidade natural do sistema imune em proteger o corpo contra invasores, principalmente agentes infecciosos que podem causar diversas doenças. Quando estes agentes invadem o corpo o sistema imune reconhece-os como invasores e os destrói, além disto o corpo cria uma memória imunológica para que da próxima vez que o mesmo agente entrar no organismo esta memória seja ativada para eliminar o invasor.

Na prevenção do câncer os dois principais agentes a serem combatidos com vacinas são o HPV(Vírus do Papiloma Humano) e o vírus da Hepatite B.

A vacinação para Hepatite B foi desenvolvida na década de 1960 e há vários anos foi introduzida no calendário de vacinas no Brasil.

Segundo dados do Inca, estima-se que, em países em desenvolvimento, o vírus da Hepatite B (HBV) seja responsável por 58,8% dos casos de câncer do fígado. O HBV é capaz de sobreviver até uma semana fora do corpo humano e apenas uma partícula viral já é capaz de infectar o ser humano.

Hoje a vacina da Hepatite B é oferecida ao nascimento para todos os bebês nascidos no país já na maternidade, devendo ser realizado reforço aos dois e seis meses de idade e sua imunidade pode ser testada nos adultos com exames laboratoriais, pois em algumas pessoas, esta imunidade se perde com o tempo e pode haver a necessidade de doses de reforço na vida adulta.

A vacina para Hepatite B é um dos grandes sucessos da história da vacinação e a primeira vacina usada a nível mundial para a prevenção do câncer.

O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns em nosso meio e o desenvolvimento da vacina contra o HPV é uma ferramenta importantíssima na prevenção dos tumores relacionados a este vírus. O HPV pode causar câncer em várias regiões do corpo tanto do homem quanto da mulher. Quase 100% dos casos de câncer de colo do útero são causados por esse vírus. Além disso, ele causa verrugas genitais e responde por cerca de 91% dos casos de câncer anal, 75% dos casos de câncer de vagina, 72% dos casos de câncer de orofaringe, 69% dos casos de câncer de vulva e 63% dos casos de câncer de pênis. De acordo com o Center for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos, a maioria dessas neoplasias poderiam ser evitada por meio da vacinação.

A melhor idade para uso da vacina contra o HPV é ainda durante a infância, antes de um possível contato do indivíduo com o vírus. Os calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria e do Ministério da Saúde recomendam a imunização a partir dos nove anos de idade. Uma segunda dose da vacina deve ser recebida seis meses após a dose inicial.

Também no paciente com diagnóstico de câncer a vacinação antes do início do tratamento quimioterápico, radioterápico ou de outras medicações imunossupressoras é essencial para a prevenção de doenças que podem ser complicações potenciais durante o tratamento. As vacinas devem ser dadas idealmente duas semanas antes do início do tratamento oncológico, porém vacinas com vírus atenuados devem ser dadas 4 semanas do início do tratamento.

Pacientes com câncer em quimioterapia, radioterapia e uso de medicações imunossupressoras devem evitar o uso de vacinas, principalmente aquelas com vírus atenuados devido ao risco de desenvolver infecções relacionadas as próprias vacinas inoculadas.

Naqueles pacientes que não fizeram a vacinação antes do tratamento quimioterápico, as vacinas podem ser aplicadas após três a seis meses do tratamento, dependendo de qual tipo de quimioterapia foi utilizada.

Além disto, no tratamento do câncer estão sendo desenvolvidas “vacinas” que são medicações que estimulam o sistema imunológico para combater o câncer já existente. Os melhores resultados deste tratamento estão sendo obtidos no câncer de pele tipo melanoma.

Sendo assim, a prevenção de doenças com vacinas e até mesmo seu tratamento com medicações que usam os mesmo princípios das vacinas são ferramentas essenciais na medicina e muito ainda podemos esperar de evolução neste campo nas próximas décadas.

Por Dr. Rafael Castilho Pinto – CRM 19.876
Médico Proctologista | Médico do Centro de Prevenção de Câncer da CliniOnco
prevenção@clinionco.com.br
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Câncer gástrico é mais incidente entre os homens

29 de julho de 2014

Com grandes chances de cura se descoberto nos estágios iniciais, é um tipo de tumor que ainda cresce entre os homens pela negligência dos primeiros sintomas

Câncer-de-estômagoEntre a população masculina adulta, o câncer gástrico é o quarto mais comum, ficando atrás das neoplasias de próstata, pulmão e intestino, respectivamente. Para o ano de 2014, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) é de 12.877 novas ocorrências para o público masculino. Os tumores do estômago se apresentam em três tipos: os adenocarcinomas (mais predominantes com 95% dos casos), os linfomas gástricos, diagnosticados em cerca de 3% dos casos, e os leiomiossarcomas, iniciados em tecidos que dão origem aos músculos e aos ossos.

Conforme o gastroenterologista da CliniOnco, Antônio Carlos Weston, o câncer gástrico inicia com sintomas vagos como a dor abdominal. “Principalmente após as refeições, aparece o desconforto. Pode haver emagrecimento e vômitos associados. Mas, geralmente, o paciente trata com chás ou remédios caseiros, sem perceber a necessidade de buscar ajuda especializada, o que compromete as chances de cura, já que os sintomas são atenuados, mas o tumor continua avançando de fase. Além disso, o homem, por natureza, tem mais dificuldade que a mulher para procurar recurso médico e isso retarda o seu diagnóstico”, aponta o médico.

O câncer gástrico está associado à predisposição genética ou a fatores de agressão, como tabagismo, bebidas alcoólicas, sedentarismo e excesso de comida industrializada. A presença da bactéria H. Pylori também ser observada como um fator de risco para a doença. “Estima-se que cerca de 50% dos brasileiros sejam portadores dessa bactéria. Não há como prevenir o aparecimento dela, mas com uma endoscopia gástrica é possível detectar se o indivíduo é hospedeiro desse microorganismo que pode ser combatido facilmente com o uso de antibióticos”, ressalta Weston.

O diagnóstico dos tumores gástricos geralmente é simples e pode ser feito através de uma endoscopia digestiva, indicada para todas as pessoas a partir dos 50 anos de idade como medida de prevenção, além do controle dos fatores de risco anteriormente relacionados.

Fique atento a outros sintomas:

Algumas características como perda de peso, anorexia, fadiga, vômitos e náuseas persistentes podem indicar um tumor benigno ou mesmo o câncer de estômago. O vômito com sangue é um sintoma frequente e ocorre em aproximadamente 13% dos casos das neoplasias de estômago.

Os sintomas mais comuns são: sensação de inchaço no estômago após as refeições ou sensação precoce de satisfação, desconforto abdominal, dor abdominal e azia forte, náuseas e vômitos, perda de apetite, indigestão ou queimação periódica, diarreia, fraqueza e fadiga, perda de peso não intencional, vômitos com sangue, evacuação de fezes escurecidas, pastosas e com odor muito forte. Em estágios mais avançados, a doença pode causar emagrecimento severo, icterícia (olhos amarelos) e palidez da pele.

Procure o seu médico e faça os exames preventivos!