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A ARTE DO BEM-ESTAR

8 de junho de 2018

fotolia_168011725.jpgMuito além das simples definições propostas pelos dicionários, o conceito de bem-estar é amplo e complexo. Isto porque, recheado de subjetividade, constrói-se a partir da ótica de cada observador, em cada momento e para cada contexto. Passamos muito tempo tentando definí-lo, assim como, qualidade de vida; hoje consideramos bem-estar um aspecto humano, de sentimento, sentir-se bem, enquanto qualidade de vida representa a estrutura disponível, a qual pode ter importante papel na promoção deste aspecto do sentimento humano. Devemos, portanto, evitar o equívoco de apresentarmos teorias pré-formatadas sobre sua promoção em populações e situações diversas. O bem-estar não é uma ciência; é uma arte!

Nos últimos 10 anos nos dedicamos a estudá-lo, bem como as suas mais variadas expressões, especialmente no ambiente de trabalho. Durante este período, adquirimos um robusto conhecimento a respeito do tema e conseguimos entendê-lo profundamente, a ponto de criarmos uma série de conceitos próprios sobre as habilidades intimamente envolvidas com a origem de um bem-estar real, aquele que é construído de dentro para fora nas pessoas.

O ponto de partida, o elemento propulsor para a construção desse  sentimento em cada indivíduo é a conexão com um propósito, uma causa, um objetivo. De nada adianta o treinamento e o desenvolvimento de habilidades se não houver uma razão muito clara para utilizá-las. Lembremos do Golden Circle, do Simon Sinek, iniciando pelo “porquê”; sim, o propósito.

Na busca pelo bem-estar, criamos o nosso conceito fundamental: o Cubo da Plena Performance! Nele, as pessoas são convidadas a construir o seu próprio cubo cuja base representa a vida, as paredes, respectivamente os aspectos físicos, emocionais, mentais e espirituais, e o teto, fechando o cubo e protegendo a vida, o trabalho. A partir deste modelo, fica bastante clara a ideia de que, para equilibrarmos harmonicamente o nosso trabalho sobre a nossa vida, precisamos ter estruturadas e desenvolvidas as nossas habilidades Físicas, Emocionais, Mentais e Espirituais, o que chamamos de Evolução FEME. Nesta construção do cubo, uma “parede” mal estruturada irá sobrecarregar as outras!

Hoje podemos dizer que o verdadeiro diferencial nos nossos processos de bem-estar foi o entendimento de que, quando lidamos com grupos específicos de pessoas em determinadas situações e ambientes, excelentes teorias e fórmulas simplesmente evaporam, com pouco ou nenhum efeito naquele lugar ou naquelas pessoas. As informações necessárias para a construção de um processo sólido e sustentável a este respeito estão lá, no próprio local, e tem origem naquelas pessoas envolvidas diretamente no contexto em estudo. É o que acontece, por exemplo, quando trabalhamos com o bem-estar de pacientes em tratamento oncológico. Recentemente, tivemos a oportunidade de desenvolver um projeto de cocriação com pacientes durante as sessões de quimioterapia. Foi uma experiência fantástica, que possibilitou conhecermos melhor esta população, que, como qualquer outra, tem características próprias que precisam ser estudadas para que possamos gerar como resultado um processo real e sustentável deste estado de espírito. Lembrando: dificilmente conseguiremos promover um verdadeiro bem-estar com receitas prontas; precisamos descobrir os fatores importantes para cada grupo de pessoas que pretendemos atender.

Muitas vezes, este não representa absolutamente a estrutura de qualidade de vida disponível; enquanto uns usufruem de grande estrutura e não conseguem alcançar um estado de bem-estar, outros, com muito pouco, sentem-se realmente bem.

O desenvolvimento de ferramentas inovadoras e poderosas de cocriação utilizadas no Biodesign nos permite hoje uma assertividade superior, quando somos desafiados a construir processos de bem-estar nas mais variadas populações e nos ambientes de trabalho. Processos efetivos e sustentáveis, com os valores internos dos diferentes grupos, construídos pelas pessoas e para as pessoas, de forma simples, humana e inovadora.

Por Dr. Geraldo Gomes da Silveira – CRM 21.886
Ginecologista do Centro de Ginecologia Oncológica da CliniOnco | Coordenador do Centro de Endometriose da CliniOnco
Idealizador do Projeto ErgoMulher
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Climatério natural ou induzido: como e quando ocorre

9 de março de 2016

lachende frau bildet rahmen mit den fingern

O período de transição entre a fase reprodutiva e não-reprodutiva da vida feminina é identificado como climatério e caracteriza-se pelo enfraquecimento da função regular dos ovários, que diminuem a produção de hormônios como o estrogênio e progesterona, encerrando o funcionamento, em média, por volta dos 50 anos de idade. Conforme a Organização Mundial da Saúde, este período pode estender-se entre os 40 e os 65 anos.

Os principais sintomas são as repentinas ondas de calor (que ocorrem em virtude de alterações vasomotoras e estão presentes em cerca de 60% a 75% das mulheres) e a falta de desejo sexual. Em geral, os sinais surgem um pouco antes da última menstruação e podem persistir por 2 ou 3 anos. Conforme explica o ginecologista da CliniOnco Geraldo Gomes da Silveira, há formas de amenizar os efeitos do climatério através de uma abordagem adequada para cada caso. “Em torno de 75% das mulheres têm sintomas importantes que podem necessitar de tratamento clínico, onde podemos focar um determinado sintoma específico ou recomendar a terapia hormonal, que terá um efeito mais amplo e deve ter sua prescrição individualizada”, esclarece.

Na avaliação do especialista, o estilo de vida pode ter influência importante em relação às alterações físicas e metabólicas do climatério. “Nessa fase, há tendência de perda de massa óssea e muscular, associada ao aumento da gordura e à diminuição na absorção do cálcio, assim como elevação do risco para doenças cardiovasculares”.

Como formas de prevenção, uma alimentação saudável e rica em proteínas, vitaminas e minerais, especialmente o cálcio, é fundamental. “A atividade física é a principal recomendação para o manejo sistêmico das alterações climatéricas. No entanto, uma avaliação médica antes de iniciar qualquer atividade é obrigatória”, recomenda o ginecologista da CliniOnco.

Em pacientes que fazem tratamento contra o câncer, especialmente a quimioterapia, a fase do climatério pode ser antecipada em razão de alterações no organismo que são induzidas pela ação dos medicamentos, o chamado climatério induzido.

“A radioterapia e a quimioterapia têm como objetivo impedir o crescimento celular. Porém, esses tratamentos não atingem apenas as células malignas, mas as que estão sadias também. Por isso, dentre outros efeitos colaterais, podem levar a uma falência prematura dos ovários”, explica em artigo o médico ginecologista Joji Ueno, Doutorado pela Universidade de São Paulo.

Um estudo realizado em 2010 pela Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (SP), apontou a prevalência de amenorreia (ausência de menstruação) e sintomas de climatério, com falência ovariana, em 84% das pacientes submetidas à quimioterapia em idade fértil. Por isso, a recomendação é sempre informar para as pacientes em tratamento quimioterápico sobre a possibilidade de preservação da fertilidade.

 

 

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40% das mulheres com câncer de mama sofrem rejeição sexual ou abandono

17 de dezembro de 2015

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Quando atinge uma mulher, o câncer de mama não interfere apenas no corpo dela e em sua saúde. Há pacientes que, além de conviver com a transformação física, precisam enfrentar o afastamento do parceiro, o preconceito profissional e a dificuldade para a realização da cirurgia reconstrutora da mama. Todos esses fatores mostram que, tão importante quanto o tratamento cirúrgico e medicamentoso, o auxílio psicológico é fundamental.

Os problemas afetivos são os mais frequentes. Uma pesquisa do Hospital de Câncer de Barretos (SP) e do centro oncológico americano MD Anderson Cancer Center mostrou que 40% das mulheres que estão fazendo quimioterapia ou radioterapia sofrem rejeição sexual ou são abandonadas pelos companheiros.

Casada há 28 anos, a recepcionista Elisangela Carvalho, 41 anos, recebeu o diagnóstico em 2013 e viu o marido se afastar ao mesmo tempo em que acompanhava as mudanças que a doença fazia em seu corpo. “Eu fiquei careca e com 30 quilos a mais. E foi aí que ele começou a se afastar de mim.” Apesar de uma separação que durou sete meses, Elisangela, que é mãe de dois jovens, conseguiu transformar a tristeza em força e se diz mudada.

“Aprendi que não posso mudar ninguém, mas não posso me ferir. Hoje, se eu não tiver com quem ir ao cinema, vou sozinha. No meio de toda essa tormenta, vi que podia apenas passar pelo câncer, e não vivê-lo.” O oncologista clínico Carlos Eduardo Paiva diz que o abandono não é incomum. “Em casos de câncer mais avançado, é mais comum a mulher ser a cuidadora do homem na fase final da vida do que o contrário”, ressalta.

Mas nem todas as mulheres vivem essa situação. A dona de casa Karla da Silva Peixoto Toledo, 38, recebeu todo o apoio do marido, com quem é casada há 17 anos. “Tive um marido antes do diagnóstico e ganhei um novo companheiro depois.” Ela luta contra a doença desde 2011 e tem metástase nos ossos e no fígado.

A aposentada Eunice Helena de Moraes, 60, trabalha montando canapés em bufês, mas, por causa da doença, não pode carregar peso nem ficar em ambientes quentes. Isso tem feito algumas empresas recusarem seu trabalho. “Andei me apresentando para alguns bufês e avisei que estou limitada. Dei meu telefone e não me chamaram. Se eu não falar que tenho esse pequeno problema antes, pode ser pior.” O câncer apareceu em sua vida em 2012, e a retirada da mama direita veio no ano seguinte. “Faz falta, porque um lado fica mais pesado do que o outro. Mas penso que tudo tem a sua hora. O pior já passou.”

Um levantamento da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) mostra que o número de cirurgias plásticas de reconstrução da mama saltou de 18 mil, em 2009, para 103 mil no ano passado. Entretanto, 80% dos procedimentos são realizados em hospitais ou clínicas particulares.

“Com o aumento do número de cursos [para cirurgiões] e da divulgação sobre a doença, aumentaram as cirurgias, mas o SUS [Sistema Único de Saúde] não tem condições de atender toda essa demanda”, explica João de Moraes Prado Neto, presidente da SBCP. O Ministério da Saúde informou que realizou 9.171 cirurgias de reconstrução mamária e o número de procedimentos cresceu em relação a 2010, quando foram realizadas 7.291.

“Já os investimentos federais nesse atendimento cresceram 53% no período, passando de 4,5 milhões de reais em 2010 para 7 milhões de reais em 2014.” Desde a implementação da Lei 12.802, de 2013, a orientação é que as cirurgias reconstrutoras sejam feitas no ato de retirada da mama, quando as condições clínicas da paciente forem favoráveis.

Fonte: Agência Estado

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GRUPO ONCOARTE FAZ APRESENTAÇÃO NO POSTÃO DO IAPI

26 de abril de 2012

Atividades no local alertam para a importância dos exames preventivos

Mulheres que superaram o câncer ou que ainda se encontram em fase de tratamento apresentam, nesta quinta-feira, o espetáculo de dança Maria, Maria, inspirado na canção de mesmo nome interpretada por Milton Nascimento. Será no Centro de Saúde do IAPI, às 17h, em atividade alusiva à preservação da saúde da mulher.
O Oncoarte é uma iniciativa da Clinionco – Tratamento Integrado do Câncer. Com muita emoção e interatividade, tem a missão de levar ao público a mensagem de que é preciso ter força e coragem diante das adversidades da vida. Como pacientes que já enfrentaram a realidade de um diagnóstico de câncer, elas sabem a importância da força interior para superar os desafios de um tratamento longo e delicado. A idealizadora, a fisioterapeuta Iara Rodrigues, aposta no talento e na criatividade de suas pacientes para motivar as pessoas que passam por situações semelhantes no dia a dia.