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EDITORIAL|Revista Integrativa_Edição 21

30 de maio de 2019

divulgação-revista

“MENS SANA IN CORPORE SANO”*

Frequentemente ouvimos comentários do tipo “Nossa, ele está com 90 anos e mantém-se lúcido” ou “Ela faleceu, mas estava com uma saúde mental invejável”. Sim, envelhecer com lucidez e com as capacidades cerebrais preservadas sempre foi uma das metas almejadas pelos seres humanos.

A saúde da mente pauta as mais diversas publicações científicas, é o assunto de conversas entre amigos, é a preocupação das mães quando gestam seus filhos e continua sendo enquanto eles se desenvolvem, é a conversa entre vizinhos, mas principalmente, é o tema de muitas pesquisas no meio acadêmico.

Como sabemos, a expectativa de vida das pessoas vem aumentando com o passar dos anos. Isso deve-se, entre outros fatores, aos avanços científicos na área da medicina, às melhores condições de vida da população e às políticas públicas de saúde. Portanto, viver mais é fato, envelhecer e manter o corpo e a mente saudáveis, tornaram-se os grandes desafios nos dias de hoje.

Para contemplar o instigante tema da “Saúde do Cérebro”, a 21ª edição da Integrativa debruçou-se sobre pesquisas e entrevistas, a fim de oferecer aos leitores informações que contribuam para um melhor entendimento das funções cerebrais e as implicações de alguns tratamentos usados nas disfunções e patologias que envolvem o cérebro. Além disso, também nos esmeramos em apresentar dicas valiosas sobre alimentação, atividade física, lazer e técnicas para preservar e promover a saúde da mente.

Tivemos a grande satisfação de contar com as contribuições de importantes pesquisadores, professores e profissionais da área da saúde para produzirmos as matérias de capa desta edição da revista.

Fiéis aos propósitos que essa publicação da CliniOnco tem para com seu público — oferecer informações sobre saúde em geral e o câncer em especial —, apresentamos nas demais páginas artigos que contemplam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer como forma de reduzir os índices de mortalidade no Brasil; os cuidados relacionados às doenças renais; os novos testes moleculares que despontam como incremento importante no prognóstico do câncer; o tromboembolismo, uma complicação vascular que afeta um número significativo de pacientes; a atenção farmacêutica no uso de antineoplásicos por via oral e uma revisão sobre os Direitos do Paciente.

A coluna da Flávia Maoli e o depoimento da paciente Juliana Rocha, ambas com um personagem em comum em suas vidas — o câncer —, ilustram o quão importante é a ressignificação das experiências vivenciadas e o quanto, a partir destas vivências, elas podem ser agentes transformadores nos meios em que vivem.

A saúde plena reside no equilíbrio entre mente, corpo e espírito. Cuidar desta tríade nos habilita a vivermos de forma harmoniosa, completa, feliz e realizados. Mesmo sendo um desafio e tanto, considerando as adversidades impostas pela modernidade, a busca pelo equilíbrio deve ser o objetivo norteador do nosso modo de viver.

Boa leitura!

 (*) “Uma mente sã num corpo são”

Sandra Rodrigues

Diretora Assistencial e Administrativa

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EDITORIAL – REVISTA INTEGRATIVA 19

8 de junho de 2018

“Ressignificar  é olhar de dentro para fora. É encontrar novidade no que a gente vê todo dia. É saber que as coisas mudam tanto quanto as pessoas. É recriar o que um dia foi criado. É a própria regra. É saber lidar com o novo. É perceber que tem um pouco da gente em tudo o que a gente faz. É um exercício de autoconhecimento. É um ato de extrema liberdade em que a gente pinta o mundo à nossa volta do jeito que a gente vê.” @akapoeta – João Doederlein 

Somos seres em constante evolução e capazes de ressignificar, a cada instante, o sentido da própria existência. Ao passar pela experiência de ter tido um câncer é inevitável que algumas marcas sejam carimbadas no corpo e na alma de quem por ele passa. A dimensão do significado que este fato ocupará na vida de cada pessoa é única e individualizada, estando intimamente ligada aos recursos internos adquiridos e cultivados ao longo de sua trajetória de vida, e também às vivências compartilhadas e aos laços construídos com outras pessoas ao seu redor. Assim, o câncer pode ser encarado como uma sentença trágica ou pode transformar-se num desafio capaz de dar novo sentido a tudo.

Diante de um cenário que se reinventa a cada dia para melhor compreender as dimensões do câncer na vida dos pacientes, a Integrativa, aborda como matéria de capa: Bem-estar e Qualidade de Vida no Câncer. Esse tema pretende lançar luz às questões que envolvem o ajustamento do paciente para que ele possa, apesar de seu diagnóstico, usufruir de sentimentos de bem-estar e estruturar um ambiente e padrões de comportamentos capazes de proporcionar-lhe qualidade de vida.

Na matéria introdutória sobre o assunto, Dr. Geraldo, em sua experiência de 10 anos dedicados a estudar o bem-estar nos mais variados ambientes e com diferentes públicos, o define como sendo uma arte, pois o considera complexo, individual, relativo, que ocorre de dentro para fora no indivíduo e é recheado de subjetividade. De maneira complementar, entende a qualidade de vida como sendo a estrutura disponível capaz de suprir recursos, a fim de dar sustentação a este bem-estar e promover o equilíbrio necessário para os padrões de um sujeito saudável. Esses conceitos se encaixam perfeitamente no contexto em que se encontram os pacientes portadores de câncer. E é com esse propósito que se desenvolvem os temas propostos.

Um exemplo de ressignificação da trajetória de vida após o câncer é apresentado na entrevista com os idealizadores do Projeto Camaleão: autoestima contra o câncer. Nela é possível compreender que a história de vida de cada um pode ser escrita a partir de um ponto final, de exclamação ou interrogação. Basta querer fazer a diferença, primeiramente para si mesmo como forma de resgate, reconstrução e empoderamento do seu “eu” e, depois, partir para a ação coletiva que tem o poder de transformar vidas ao seu redor, e como “bumerangue” receber de volta tudo recheado de mais e mais experiências transformadoras e enriquecedoras.

Na sequência, três pilares da qualidade de vida, como a alimentação, imagem corporal e atividade física são abordados por diferentes profissionais e trazem informações valiosas para esse contexto. Ao mesmo tempo em que esclarecem dúvidas, proporcionam dicas que poderão ser seguidas pelos pacientes e seus cuidadores.

A reflexão de Flávia Maoli, uma das diretoras da Casa Camaleão, em sua coluna “Quem é essa no meu espelho?”, analisa o quanto situações desfavoráveis, como mudanças físicas e comprometimento da autoestima, experienciadas por ela, podem se transformar em algo gratificante na medida em que ajuda outras pessoas a superar esses obstáculos.

A Revista traz, também, assuntos extremamente relevantes para a compreensão e esclarecimento quanto às necessidades de saúde da população em geral e para o seguimento oncológico especificamente, entre eles: Vacina e prevenção do câncer; Campanha Nacional da Voz; Mucosite bucal e Acupuntura.

E não poderíamos deixar de falar sobre a Certificação que a CliniOnco recebeu em janeiro deste ano. A instituição foi Acreditada com Excelência – Nivel 3 pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), o que nos orgulha muito! Nossa responsabilidade e compromisso com toda a comunidade, pacientes e colaboradores cresce proporcionalmente às exigências que esse selo representa no âmbito da saúde.  Nosso especial agradecimento a todos que contribuíram para esse feito.

Finalizo este editorial com a frase do depoimento da paciente Valquiria M. Notare, em Vidas Ressignificadas:

“Embora nós não possamos controlar a duração de nossas vidas, podemos determinar completamente o seu significado e profundidade, aproveitando a oportunidade de estarmos vivos para nos elevarmos espiritualmente  vivendo uma vida relevante e gratificante para nós e para os demais”.

Boa Leitura!

Por Sandra Rodrigues – Diretora Assistencial e Administrativa