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Quem é essa no meu espelho?

8 de junho de 2018

fotolia_200697085-2.jpgFoi o que me perguntei ao me ver careca pela primeira vez. Além da ausência de cabelos, o câncer trouxe consigo cicatrizes, inchaço, falta de cílios e sobrancelhas. Não se reconhecer no espelho não é nada fácil. Há quem diga que só as mulheres sofrem ao se ver carecas, mas isso não é verdade – todos sentimos as mudanças bruscas que a doença traz, independente de ser mulher, homem, criança, idoso. Alguns sentem a falta dos cabelos; outros, a perda de peso ou a ausência de sobrancelhas. Mas o fato é que mudanças físicas não planejadas – ou seja, que não foram escolha nossa –  mexem em nossa identidade e causam sim algum impacto na autoestima, por menor que seja. E é preciso estar atento.

É importante colocar na balança o quanto essas mudanças físicas estão afetando sua vida cotidiana e sua autoestima. Deixar de fazer certas atividades ou recusar convites por vergonha de ser visto é algo para se ligar o sinal de alerta. Autoestima não é a mesma coisa que vaidade – você não precisa ser uma pessoa vaidosa para estar com a autoestima em dia. Está tudo bem você não se importar em sair sem maquiagem – não está tudo bem você não querer sair de casa porque está se sentindo feia. Percebe a diferença?

É importante que você saiba que todos esses efeitos colaterais do tratamento podem ser amenizados – você só precisa encontrar o profissional certo para lhe ajudar. Desde apoio psicoterapêutico para aceitar as mudanças, até acompanhamento nutricional e consultoria de imagem, existem profissionais especializados, prontos para te ajudar a passar por essa fase da melhor forma possível.

Na Casa Camaleão, sede física da ONG Projeto Camaleão: Autoestima contra o câncer, você pode marcar hora para escolher uma peruca, fazer uma consultoria de imagem ou aprender a se maquiar, por exemplo. Tudo isso de forma gratuita – basta dar um telefonema ou agendar por e-mail! Simples, né? Não tenha vergonha de buscar ajuda – os profissionais estão aí, exatamente para te ajudar a passar por essa fase da melhor forma possível. O que não dá é deixar de viver a vida por vergonha da imagem  que se vê no espelho.

Por Flávia Maoli – Arquiteta, blogueira do Além do Cabelo, Diretora do Projeto Camaleão e Colunista da Revista Integrativa
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