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Instituto Nacional do Câncer diz que luta contra a doença deve começar pela guerra à obesidade

10 de dezembro de 2015

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O Brasil deverá registrar no próximo ano 596.070 novos casos de câncer. Entre os homens, são esperados 295.200 novos registros, e entre as mulheres, 300.870, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), que anunciou as estimativas nacionais e regionais de casos novos da doença para 2016 (válida também para 2017).

O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres), que corresponde a 29% do total estimado, mas tem baixa mortalidade. Para os homens, os tumores mais incidentes serão os de próstata, pulmão e cólon e reto. Entre as mulheres, as maiores incidências da doença serão de mama, cólon e reto e colo do útero.

Apesar disso, o vice-diretor-geral do Inca, Luiz Felipe Ribeiro Pinto, destacou que, atualmente, o combate à doença que mata 190 mil brasileiros por ano, sendo a segunda causa de morte no País, deve se concentrar na promoção de hábitos de vida saudáveis.
De acordo com o diretor, um terço dos casos de câncer são evitáveis, e os principais fatores de risco para eles são o tabagismo e a alimentação – que, sozinhos, correspondem a 65% das causas identificáveis.

“Hábitos de vida pouco saudáveis, como o sedentarismo, o ganho de peso, o estresse e o consumo de carnes processadas e vermelhas são os grandes fatores de risco do século 21. E esse enfrentamento precisa começar na escola. É preciso ensinar para as crianças, desde cedo, que é preciso fazer exercícios e comer de forma saudável, da mesma forma que foi feito com o ensino sobre os ciclos das doenças parasitárias. Só assim poderemos reverter o quadro”, afirmou Ribeiro Pinto.

Evidências.
O excesso de gordura corporal pode estar na origem de boa parte desses novos casos. Estudos trazem evidências que relacionam o excesso de peso e o desenvolvimento de alguns tipos de câncer, como os de cólon e reto, mama (na pós-menopausa), ovário, próstata, esôfago e endométrio. Segundo o diretor, hoje, um em cada três homens no Brasil desenvolve um câncer.
Para as mulheres, o índice é de uma em cada cinco. Porém, se os brasileiros não alterarem seu estilo de vida, as taxas ficarão cada vez mais próximas das americanas. Nos Estados Unidos, um em cada dois homens desenvolve câncer e, entre as mulheres, uma em cada três.

“O brasileiro tinha, tradicionalmente, uma alimentação equilibrada, mas, com a globalização, adotamos hábitos de países com índices de obesidade bem mais altos que o nosso”, explicou Ribeiro Pinto. “A exemplo da taxa de tabagismo, que baixamos de mais de 40% para menos de 20% entre os homens, acredito que conseguiremos enfrentar o problema. Mas terá de ser um esforço conjunto da sociedade”.

 

Fonte: Agência Globo

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