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Estudo mostra que dieta mediterrânea reduz incidência de câncer de mama

29 de outubro de 2015

Azeite de oliva foi o ingrediente destaque dentro da pesquisa, a primeira a quantificar o benefício da dieta

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Classificada como um dos modelos mais saudáveis de alimentação, a dieta mediterrânea teve ação comprovada para a redução de incidência de câncer de mama, segundo um estudo da Universidade de Navarra, na Espanha, que avaliou 4.282 mulheres entre 60 e 80 anos.

Durante a avaliação, que durou seis anos, as mulheres foram divididas em três grupos: o primeiro fez a dieta mediterrânea suplementada com azeite de oliva extravirgem, o segundo fez a dieta mediterrânea suplementada com oleaginosas e o terceiro recebeu uma dieta com recomendação para reduzir o consumo de gorduras.

A pesquisa, intitulada Predimed (Prevención com Dieta Mediterránea), foi publicada no mês passado na revista científica da área médica Jama. A redução da incidência de câncer de mama foi de 62% no primeiro grupo. Entre todas as participantes, foram diagnosticados 35 casos da doença no período.

“Esse foi o primeiro estudo desenhado com tamanho adequado e que conseguiu quantificar o benefício da dieta mediterrânea. Isso comprova também a parte tradicional e recomendada de não fumar, ter baixo peso e boa alimentação”, explica o oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Stephen Stefani.

Stefani explica que o azeite foi o ingrediente de destaque dentro da pesquisa. “O estudo mostrou que a dieta exclusiva não trouxe um impacto tão grande quanto o da associada ao azeite de oliva. Ele é o protetor das mutações, ajuda na correção e na prevenção primária de tumores e tem efeito antioxidante.”

Segundo o oncologista, a partir da pesquisa, é possível que especialistas passem a recomendar o tipo de dieta para prevenir novos casos. “A dieta mediterrânea é preventiva, mas não tem efeitos quando a doença já está instalada”, destaca.

Composição

Peixes, oleaginosas, como nozes e castanhas, azeite, vinho, leite e derivados estão entre os ingredientes que fazem parte da dieta mediterrânea.

“É uma dieta mais natural, com ingredientes frescos e com pouco consumo de carne vermelha e de carboidratos”, diz a nutricionista da clínica MAE Roseli Ueno.

Roseli diz que, para ter o efeito desejado, a dieta deve ser incluída no dia a dia das mulheres e que o segredo para manter o cardápio é organizar as compras com antecedência. Apesar dos benefícios, ela alerta que a dieta deve ser adotada após a consulta com um profissional. “É uma boa dieta, mas tem de se encaixar com o perfil calórico da pessoa.”

Fonte: Estadão/ZH

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