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Você sabia que alguns tipos de hepatites podem evoluir para câncer?

6 de agosto de 2015

Ministério da Saúde lançou campanha contra as hepatites virais. Os tipos B e C quando evoluem para hepatite crônica podem causar sérias complicações como cirrose e carcinoma hepatocelular

hepatite

A hepatite é uma doença que causa a inflamação do fígado e é o fator de risco mais comum para câncer de fígado, sendo responsável por cerca de 50% dos casos, segundo o INCA. Normalmente apresenta pouco ou nenhum sintoma, mas quando eles surgem, significa que a doença já está em um estágio mais avançado. Os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Existem cinco vírus responsáveis pelas hepatites virais: o vírus da hepatite A (HAV), o vírus da hepatite B (HBV), o vírus da hepatite C (HCV), o vírus da hepatite D ou Delta (HDV) e o vírus da hepatite E (HEV).

Os tipos A e E da doença são transmitidos pela via orofecal (por água e alimentos contaminados ou contato pessoal com pessoas infectadas) e causam infecções agudas benignas, que não necessitam de tratamento específico e podem ser totalmente curadas. Já as hepatites B e C podem evoluir para a hepatite crônica, que tem como principais complicações a cirrose e o carcinoma hepatocelular (câncer no fígado). A hepatite D só ocorre em pessoas que já são portadoras do tipo B, pois depende desse vírus para se reproduzir.

A hepatite B é transmitida principalmente através de relações sexuais e contato sanguíneo e a hepatite C da mesma forma, mas a relação sexual não é considerada um meio de transmissão. Em todos os casos, as medidas preventivas, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), incluem saneamento básico, boas práticas de higiene pessoal, uso de preservativos, uso de agulhas e seringas descartáveis, o não compartilhamento de objetos pessoais como barbeadores, instrumentos de manicure/pedicure, etc.

Indivíduos infectados pelo vírus da hepatite B têm 5% a 10% de risco de tornarem-se doentes crônicos. Na hepatite C, o risco é de 85%. Atualmente existem vacinas para a prevenção dos tipos A e B. No Sistema Único de Saúde (SUS) é disponibilizada a vacina contra o vírus HBV. Ela faz parte do calendário de vacinação da criança, do adolescente e do adulto, cuja oferta da vacina foi ampliada para a faixa etária de 30 a 49 anos. Os recém-nascidos devem receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. São três doses que devem ser administradas aos zero, um e seis meses de idade.

Contra a hepatite A, a vacina é oferecida nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) e desde 2014 foi introduzida no calendário infantil para crianças de 1 a 2 anos de idade. Para o vírus HCV não há imunização, mas recentemente o Ministério da Saúde anunciou um novo tratamento que aumenta as chances de cura para pacientes com hepatite C. Os novos medicamentos vão beneficiar pessoas que antes não podiam receber os remédios disponíveis, entre eles portadores de HIV e aqueles que passaram por transplantes.  Além disso, os efeitos colaterais são reduzidos, o tempo de tratamento é inferior e os custos para os cofres públicos também serão menores.

O diagnóstico da hepatite é feito por meio de exame de sangue específico, sorologia ou biópsia do fígado. Segundo a Associação Brasileira dos Portadores de Hepatite (ABPH), há 6 milhões de brasileiros infectados com as hepatites B e C, sendo que a maioria desconhece sua situação. Por ano, a hepatite causa a morte de cerca de 1,4 milhões de pessoas no mundo.

 

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