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Homens também podem desenvolver o câncer de mama

6 de outubro de 2014

câncer mama em homemA incidência de câncer de mama em homens ainda é considerada muito baixa. Representa em torno de 1 caso a cada 100 mil pessoas. No entanto, especialistas têm alertado durante congressos de oncologia para o aumento das ocorrências mesmo que ainda em pequena escala. Devido à detecção tardia e pela hipótese pouco considerada para o sexo masculino, os tumores nessa região geralmente são encontrados em estágios avançados. Por isso, alterações nas mamas, como nódulos ou aumento do volume associado a adensamentos, devem ser avaliados com muita atenção.

Como explica a mastologista da Clinionco, Kenia Borghetti, o risco para a doença nos homens está relacionado ao aumento da exposição ao longo da vida ao estrogênio, como ocorre com o câncer de mama na mulher, ou com a redução do androgênio. Dentre as situações associadas com esse fator estão: as alterações genéticas, como a Síndrome de Klinefelter e o hermafroditismo verdadeiro, as doenças hepáticas crônicas, como a cirrose e o alcoolismo crônico, as alterações da função testicular decorrentes de orquites, testículos ectópicos ou trauma testicular. A utilização de estrogênio para tratamento do câncer avançado de próstata ou por transexuais, a obesidade – devido à conversão periférica dos androgênios em estrogênios – o hipertireoidismo e a radiação ionizante prévia na parede torácica também constituem fatores importantes. “Cerca de 85% dos tumores de mama no homem são palpáveis, pois frequentemente  localizam-se na região retroaureolar. Além disso, normalmente, as mamas masculinas apresentam pequeno volume, o que facilita o diagnóstico precoce frente a uma queixa local”, completa a especialista.

De acordo com a médica, todos os cânceres de mama originam-se de mutações genéticas, no entanto, somente entre 5% e 10% dos casos provêm de mutações hereditárias. Por essa razão, a história familiar deverá ser bem avaliada quanto ao número de familiares que desenvolveram a doença, grau de parentesco entre eles, idade do diagnóstico, presença de casos de câncer em homens ou ocorrência de tumores bilaterais, além de um boa avaliação quanto ao histórico de outros tipos de tumores que possam alertar quanto a uma possível síndrome hereditária.  “Sabe-se que os homens que carregam mutações em genes como o BRCA 1, e mais particularmente, o BRCA 2, considerados os principais genes supressores tumorais que  regulam o reparo do DNA quando danificado,  têm um aumento do risco de desenvolver câncer de mama. Em média, a chance aumenta em 6% para o surgimento da doença em toda a sua vida, risco bem menor quando comparado a mulheres com a mesma mutação em BRCA2, porém significativamente maior em relação a  homens sem essa mutação”, finaliza Kenia.

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