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Câncer de intestino é o terceiro que mais acomete os homens

24 de julho de 2014

Neoplasia colorretal tem relação com cigarro e dieta pobre em fibras, com alta ingestão de gorduras e alimentos industrializados, além do histórico familiar.

Cólicas, dores abdominais e alteração no ritmo intestinal estão entre os sintomas

Cólicas, dores abdominais e alteração no ritmo intestinal estão entre os sintomas que devem ser investigados

O câncer de intestino ou colorretal é uma neoplasia que se origina de qualquer segmento do colón, reto ou canal anal. A doença começa na camada superficial do revestimento intestinal e, com o tempo, vai atingindo as camadas mais profundas. Hoje, este tipo de câncer é o terceiro mais comum entre os homens, ficando apenas atrás dos tumores de próstata e de pulmão. Para o ano de 2014, há uma estimativa de 15.070 para o sexo masculino. Quando o diagnóstico é feito precocemente, bem antes do aparecimento dos primeiros sintomas, a chance de cura pode chegar a 80%. Daí a importância das consultas preventivas.

O médico coloproctologista e coordenador do Centro de Prevenção do Câncer da CliniOnco, Rafael Castilho Pinto, explica que após os 50 anos de idade a incidência é maior. “Além da idade, outros fatores de risco importantes são a alimentação inadequada – pobre em frutas e verduras – a obesidade, o sedentarismo e o tabagismo. Em cerca de 15% dos tumores, há uma predisposição genética associada, principalmente nas famílias que desenvolvem a doença antes dos 50 anos”, acrescenta Rafael.

A grande maioria dos tumores colorretais começa como lesões benignas que evoluem lentamente até se transformarem em câncer. Nessa fase de desenvolvimento, é possível retirar os pólipos (lesões pré-malignas) e impedir a sua evolução para um câncer. Por isso, a prevenção é uma atitude importante para a detecção precoce das lesões, ainda em fase benigna ou em estádios clínicos iniciais e curáveis.

Os sintomas do câncer de cólon e reto estão relacionados com o sistema digestivo. Mudanças no comportamento do intestino (constipação ou diarreia), sensação que o intestino não esvaziou direito, aparecimento de sangue nas fezes, mudança no diâmetro das fezes, emagrecimento, dor ou cólica abdominal, vômitos e náuseas e cansaço. Outras condições podem causar esses sintomas, mas se você apresentar um ou mais dos fatores de risco para o câncer de cólon e reto é preciso investigar melhor estes sinais.

Mesmo indivíduos sem qualquer fator de risco devem esclarecer os sintomas, caso tornem-se crônicos. O diagnóstico quase sempre é feito através do exame de colonoscopia, que além de visualizar e localizar o tumor, permite realizar a biópsia que confirma o diagnóstico.

O médico alerta que a melhor prevenção é o diagnostico precoce: “Quando esse tumor é precocemente descoberto tem uma alta redução da mortalidade. O potencial curativo com o rastreamento é de 30% a 80%. Fora o diagnóstico precoce, a adoção de uma dieta equilibrada, exercícios físicos e o abandono dos vícios, podem garantir maiores chances de impedir o desenvolvimento desse tumor”, finaliza Rafael Castilho.

Fique atento a outros fatores de risco:

Histórico familiar – o médico explica que as pessoas que não têm casos de câncer colorretal na família devem iniciar o rastreamento com a colonoscopia e/ou outros exames a partir dos 50 anos. O exame, nesse grupo populacional, deve ser repetido a cada cinco anos. Por outro lado, os indivíduos com casos na família devem iniciar o rastreamento com a colonoscopia (e/ou outros exames) cerca de 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado. Ou seja, se o tumor no parente foi diagnosticado aos 45 anos, deve-se iniciar o rastreamento aos 35 anos de idade. Tais pacientes devem repetir a colonoscopia a cada um ou dois anos (dependendo de cada caso);

Quem já teve câncer colorretal – Pessoas já acometidas pela neoplasia, devem começar a repetir a colonoscopia um ano após o tratamento, o que se dá o nome de Prevenção Secundária. Se forem encontrados novos pólipos (lesões pré-malignas), outras estratégias devem ser avaliadas pelo médico;

Portadores da Síndrome de Lynch – Portadores dessa síndrome (de predisposição genética associada ao risco aumentado de câncer de intestino e de outros tumores) devem começar o rastreamento muito prematuramente e juntamente à investigação para outros tipos de câncer provocados por ela. O rastreamento, neste caso, é bastante específico.

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