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Combate ao Fumo: Apoio multiprofissional é decisivo para abandonar o cigarro

30 de maio de 2014

tabagismo

Apesar de terem conhecimento sobre as doenças causadas pelo tabagismo, muitos pacientes necessitam de tratamento mais aprofundado para combater o vício.

A associação entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de câncer de pulmão, bexiga, rins e outros órgãos é muito bem estabelecida. A grande maioria dos tumores malignos ocorre em pessoas que fumam. Por isso, é importante que a população seja orientada a evitar o tabagismo. Na maioria das situações, entretanto, é necessária a ajuda especializada para abandonar o vício.

Mas por que é tão difícil para os gaúchos abandonarem o hábito de fumar? Pode ter influência do forte indústria do tabaco, mas o fato é que cada vez mais homens, mulheres e jovens estão adotando o hábito de fumar no Rio Grande do Sul.

Conforme a médica pneumologista do Centro de Câncer de Pulmão da CliniOnco, Beatriz Gehm Moraes, começar a fumar é uma escolha, mas abandonar o cigarro é um pouco mais complicado: “Muitas vezes somente força de vontade não é o suficiente para superar o vício, e o paciente necessita do apoio de diversos profissionais para esta luta que é parar de fumar”, garante a especialista.

O ato de parar de fumar é uma tarefa realmente difícil. Em primeiro lugar, o fumante aprecia o hábito, gosta de fumar, e parar de fumar significa uma mudança no comportamento em diversos aspectos do cotidiano. Além disso, existe dependência química e psicológica, o que ainda dificulta mais o processo.

“A dependência é o impulso que leva a pessoa a usar uma substância química de forma contínua ou periódica para obter prazer. No caso da dependência química, a pessoa é totalmente dominada pela substância, podendo passar pela síndrome de abstinência, se privada do uso”, explica a médica psiquiatra da Clinionco, Raquel Carvalho.

Dependendo da dificuldade que o paciente enfrenta para abandonar o cigarro, surge a necessidade de uma abordagem multiprofissional, ou seja, da atuação de psicólogos, psiquiatras, médicos e enfermeiros em fases distintas para garantir o sucesso do tratamento do paciente.

Outros níveis de dependência

Diferente do vício, que é apenas um mau hábito repetitivo, a dependência causa o nervosismo, o desconforto físico e um desejo incontrolável de fumar. “Existe, no caso do cigarro, uma dependência física e psicológica. Não é simplesmente um vício”, alerta a psiquiatra.

“Inicialmente, o fumante não tem a intenção de parar de fumar, chamamos isso de fase de pré-contemplação. Após um tempo, passa a ter consciência de que tem um problema, mas ainda está ambivalente entre parar de fumar e continuar fumando, essa é a fase de contemplação. Depois ele aceita iniciar a mudança de atitude e de comportamento, ele entra na fase de preparação e finalmente na fase de ação, onde ele de fato para de fumar. Além dessas fases, existe um acompanhamento que chamamos de fase de manutenção, onde trabalhamos para evitar possíveis”, acrescenta a pneumologista.

A dependência do cigarro tem cura e começa com a decisão do tabagista de eliminar o mau hábito. Após vencer essas etapas os pacientes tendem a ter mais saúde, alegria para superara os desafios e iniciam uma nova vida com muito mais plenitude.

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