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Porto Alegrenses são mais propensos ao câncer de intestino

22 de maio de 2014

intestinoEstimativa 2014 do Instituto Nacional do Câncer comprova que a taxa de incidência da doença na capital gaúcha é superior a média nacional

Por influência do churrasco ou não, Porto Alegre apresenta a maior taxa de incidência para câncer de intestino entre todas as capitais brasileiras. Enquanto a média para todo o território nacional é de 22,91 para homens e 23,82 para mulheres, na capital gaúcha chega a 57,16 e 65,09, respectivamente para homens e mulheres. Os dados consideram a estimativa de casos para cada grupo de 100 mil habitantes, o que coloca os porto alegrenses no topo da perigosa lista. Os números preocupam, mas o fato é que a relação com o consumo de carne vermelha ainda não está cientificamente comprovada.

A realização de consultas e exames preventivos e a adoção de uma alimentação saudável pode ser a fórmula para evitar a doença em franca ascensão nos países em desenvolvimento. “Esse tipo de tumor apresenta resultados muito favoráveis na diminuição de incidência e da mortalidade quando realizadas estratégias de prevenção e rastreamento adequadas. Pesquisas em países que fazem campanhas de prevenção mostram que o número de óbitos caiu em torno dos 60%, o que é uma marca muito significativa quando se trata de câncer”, avalia o médico e Coordenador do Centro de Prevenção do Câncer da CliniOnco, Rafael Castilho Pinto.

Como a doença se desenvolve a partir de lesões pré-malignas, pode ser considerada uma neoplasia passível de prevenção através da colonoscopia. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine em 2013 comprovou que o procedimento, embora invasivo, é capaz de reduzir em 56% o risco de morte por câncer de intestino. “Isso é possível porque o tumor se desenvolve lentamente, através dos pólipos, que aparecem precocemente e podem ser detectados e removidos através do exame de colonoscopia. Mesmo quando se encontra um tumor já estabelecido, as chances de cura são de aproximadamente 90% quando se faz o diagnóstico ainda nos estágios mais iniciais”, ressalta o especialista em coloproctologia.

Alterações intestinais como sangramento nas fezes, constipação, diarreia ou dores abdominais, assim como histórico familiar de pessoas com câncer ou formação de pólipos no intestino, devem ser observados atentamente. Além disso, hábitos de vida como não fumar, praticar atividades físicas regulares e manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e fibras, têm papel relevante no combate a esse tipo de tumor, porém as consultas preventivas e a realização de exames como a colonoscopia a partir dos 50 anos são essenciais para evitar a doença.

A CliniOnco vai apoiar a Semana de Prevenção ao Câncer de Intestino, que será realizada pela Associação Gaúcha de Coloproctologia de 28 a 31 de Maio, das 10h às 22h,  no Centro de Convenções do BarraShopping Sul.

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