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Sedentarismo: um fator importante para evitar o câncer

16 de abril de 2014

sedentarismoEstudo norte americano sugere que a falta de uma atividade física está ligada à cerca de 14 em cada 100 casos da doença no Brasil

Estar de bem com a balança nem sempre é o suficiente para evitar o câncer. É a vida ativa, composta por exercícios físicos regulares, que faz a diferença, independente de uma pessoa ser magra ou estar acima do peso. De acordo com os dados de uma pesquisa recente coordenada pela Universidade de Harvard e aplicada em 188 países, 13,4% dos casos de câncer de mama feminina e 14,6% das novas ocorrências de câncer de intestino no Brasil são atribuídas ao sedentarismo, hábito que acomete mais da metade da população brasileira.

Conforme ressalta a mastologista da Clinionco, Kenia Melissa Borghetti, a mesma pesquisa revelou que 54% das pacientes brasileiras com diagnóstico de câncer de mama são sedentárias e que, se comparado ao índice de 39% de inatividade física em toda população mundial, é uma diferença bastante expressiva. “Sabe-se que o câncer de mama é uma doença multifatorial, para a qual contribuem múltiplas causas em graus variáveis. Por isso, ao avaliarmos o efeito do sedentarismo no desenvolvimento do câncer de mama, devemos fazer um ajuste nos demais fatores para avaliarmos o seu real efeito isolado”, salienta. De acordo com o estudo de Harvard, o risco relativo do sedentarismo foi o mesmo após o controle dos demais fatores de risco, sendo responsável por um aumento de 33% no risco de câncer de mama em mulheres sedentárias.

Segundo o proctologista e Coordenador do Centro de Prevenção do Câncer da Clinionco, Rafael Castilho Pinto, os fatores que levam o sedentarismo a representar um risco para o câncer de intestino não diferem muito entre os diversos tipos de tumores a ele relacionados. “Embora ainda não esclarecidos na sua totalidade, parecem estar envolvidos no processo mecanismos de inflamação e de resistência insúlica em nível celular, para os quais a atividade física seria responsável pela liberação de substâncias que diminuem esses efeitos”, exemplifica.

Manter uma rotina de atividades físicas é um fator conhecido na redução do risco de se desenvolver diversos tipos de câncer. Pequenas mudanças no estilo de vida podem influenciar o risco de câncer de mama e fazer a diferença.

 

A importância do exercício físico regular

Conforme o educador físico Luciano Selistre, recomenda-se um mínimo de 150 minutos/semana, podendo ser esta prática de 30 minutos diários de atividade física ser distribuída em cinco ou mais dias por semana. “É comprovado que o exercício físico e a alimentação equilibrada atuam de forma positiva no corpo humano, combatendo diversas doenças como diabetes, câncer e depressão”, completa o profissional.

O efeito positivo da atividade física está intimamente relacionado à redução do peso corporal e do percentual de gordura, além da manutenção do Índice de Massa Corporal (IMC) na faixa da normalidade (entre 20 e 25). Estima-se que o efeito protetor do exercício físico sobre o risco de câncer de mama envolva um mecanismo hormonal complexo que inclui a diminuição da produção e da biodisponibilidade dos hormônios sexuais femininos, decorrente do aumento das endorfinas séricas e do aumento das proteínas ligadoras desses hormônios no sangue.

 

 

 

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