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Obesidade quadriplica nos países em desenvolvimento, aponta estudo

8 de janeiro de 2014

Considerado um problema de saúde pública mundial, constitui um fator de risco relacionado com vários tipos de câncer.

Entre...

Em 28 anos, o número de pessoas acima do peso cresceu de 250 milhões para 900 milhões

Um dado alarmante foi divulgado na primeira semana de 2014 pelo Overseas Development Institute, da Grã-Bretanha. A população composta por pessoas que se encontram acima do peso ou que são consideradas obesas (com IMC acima de 25) quadriplicou nos países em desenvolvimento entre 1980 e 2008. De acordo com o estudo, quase um bilhão de pessoas estão vivendo acima do peso em países como China, Índia, Indonésia, Egito e Brasil.

Como consequência, o relatório prevê um aumento significativo nos casos de ataques cardíacos, AVCs e diabetes. A causa mais provável é a adoção de hábitos alimentares semelhantes aos de países desenvolvidos, onde se consume mais açúcar, gordura animal e alimentos industrializados. Na América Latina, por exemplo, o percentual de pessoas acima do peso recomendado era de 30% em 1980, atualmente chega a 60%.

Para especialistas, os números representam um sinal amarelo também em relação aos casos de câncer, doença em franca ascensão nos países em desenvolvimento.

“A obesidade causa uma tendência ao desenvolvimento de refluxo ácido do estômago para o esôfago. Esse refluxo leva a uma inflamação chamada esofagite, que, em suas formas mais graves, leva ao câncer”, afirma o gastroenterologista da Clinionco Antônio Carlos Weston.

Segundo o coordenador do Centro de Prevenção do Câncer, Rafael Castilho Pinto, o câncer de próstata, nos homens, e o câncer de mama, nas mulheres, principalmente no período da menopausa, pressupõem uma relação com a obesidade. “O tecido adiposo da mama pode produzir determinadas substâncias com alterações que acontecem de uma maneira muito mais global do que na gordura localizada em um ou outro órgão, da mesma forma que na próstata. Outro fator hormonal associado é que, na menopausa, em mulheres obesas, o tecido adiposo continua a produzir esteróides, quando os níveis desses hormônios deveriam cair drasticamente. O excesso de estrogênio, por exemplo, também aumenta o risco de câncer”, alerta.

A prevenção de alguns tumores passa pelo cuidado com o ganho de peso e por hábitos saudáveis, como fazer exercícios físicos regularmente. “As pessoas que possuem sobrepeso ou obesidade, não adquiriram esse acúmulo de gordura em alguns dias ou semanas, mas sim ao longo da vida. A perda de gordura corporal ocorre através de uma alimentação balanceada, de baixa caloria e com a prática de atividade física. Isso pode levar meses ou anos, dependendo de cada caso”, avalia a nutróloga Jaqueline Costa Coelho.

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