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Especial Dia Mundial do Câncer: Uma abordagem multifatorial

4 de fevereiro de 2013

Conheça os aspectos mais importantes da doença crônica que mais cresce no mundo e desafia a medicina

O câncer mata milhares de pessoas no mundo inteiro, sendo mais incidente entre a população dos países em desenvolvimento. No entanto, uma ampla análise dos fatores de risco explica os motivos para a alta incidência de uma doença que deverá atingir 27 milhões de pessoas em 2030, de acordo com a estimativa da Organização Mundial da Saúde.

Para o oncologista clínico da Clinionco, Jéferson Vinholes, o surgimento de um câncer não depende de fatores que podem ser avaliados isoladamente, mas de uma cadeia de reações que levam o organismo a desencadear um tumor. É por essa razão, que as neoplasias malignas exigem uma abordagem multidisciplinar, que envolve diversas especialidades ao longo do tratamento.

O câncer é o crescimento desordenado de células e tecidos que se agrupam numa determinada região do organismo e que, quando espalhadas para outras áreas do corpo, formam as chamadas metástases. Sua origem está na alteração do material genético contido nas células normais e que é influenciada por múltiplas causas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os hábitos alimentares e o tabagismo têm influência direta em 50% dos casos de câncer diagnosticados diariamente no planeta.  Para tanto, também devem ser considerados os fatores ambientais, como a exposição prolongada aos raios solares, inalação de elementos químicos e a ingestão de componentes tóxicos por tempo prolongado. Além disso, a influência de agentes infecciosos no organismo representa um risco para a doença. É o caso, por exemplo, do Papiloma Vírus Humano (HPV) – associado ao câncer de cólo do útero, tumores de boca, laringe e reto – do vírus da hepatite C e da bactéria Helicopbacter Pylori, ligada ao câncer de estômago. A reação do organismo ao período de exposição a esses fatores é que irá acionar as condições favoráveis para o surgimento de um câncer.

No Brasil, conforme estimativas do Instituto Nacional do Câncer para novos casos em 2013, os tipos mais comuns são os de pele não-Melanoma (mais de 134 mil casos), próstata (mais de 60 mil casos), mama feminina (mais de 52 mil casos), intestino (mais de 30 mil casos) e Pulmão (mais de 27 mil casos). Ao todo, estão previstos 518 mil novas ocorrências no país.

A prática de uma atividade física regular é apontada por grande parte dos especialistas como fator preventivo para o câncer. Em contrapartida, o grande alerta reside no hábito de fumar. O tabagismo é capaz de contribuir para a formação de muitos tipos de tumor – boca, laringe, esôfago, estômago, pulmão, intestino e bexiga – em decorrência da ação dos agentes químicos que compõem o cigarro e debilitam gravemente o organismo.

Para Jéferson Vinholes, que também é membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), o aumento da expectativa de vida contribui para a incidência crescente no mundo inteiro. “Nos Estados Unidos, a estimativa é de que, nos próximos anos, todas as famílias norte-americanas sejam afetadas pelo câncer, já que uma em cada quatro pessoas deverá desenvolver a doença naquele país”, completa.

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